Resumo
- Sony, por meio da sua diretora financeira, Lin Tao, reconheceu as críticas ao abandono da mídia física no ecossistema do PlayStation, mas reafirmou a decisão de seguir com o plano;
- decisão foi justificada pela digitalização de conteúdo, que segundo Tao, é o fator mais importante e está progredindo em todos os tipos de conteúdo;
- Sony planeja direcionar esforços para manter os interesses dos usuários pelos jogos do PlayStation mesmo quando o ecossistema tornar-se totalmente digital.
Depois de muita polêmica, a Sony se manifestou sobre a decisão de deixar a mídia física de lado no ecossistema do PlayStation. A companhia deu a entender que compreende as queixas dos usuários sobre o assunto, mas que, apesar disso, o plano de descontinuação está mantido.
Quem comentou o assunto foi Lin Tao, diretora financeira (CFO) da Sony, durante uma sessão de perguntas e respostas sobre os resultados financeiros da companhia em seu último trimestre fiscal.
A executiva deixou claro que a Sony vinha considerando tomar essa decisão há algum tempo e que já esperava por uma reação negativa por parte dos jogadores. Como contrapartida, a companhia espera direcionar esforços para manter o interesse dos usuários pelos títulos do PlayStation mesmo quando o ecossistema tornar-se totalmente digital.
Por que a Sony decidiu abandonar a mídia física no PlayStation?
A própria Lin Tao respondeu:
Há vários motivos para termos tomado essa decisão, sendo o principal o fato de que a digitalização de conteúdo em geral tem progredido. Esse é o fator mais importante. Não se trata apenas do PlayStation, mas de todos os tipos de conteúdo; a digitalização está avançando.
Portanto, ao pensarmos no futuro, dedicamos muito tempo e reflexão, consideramos cuidadosamente essa questão e chegamos a essa conclusão. Vamos prosseguir com cautela [com o fim da mídia física].
Lin Tao, CFO da Sony
Ao falar em “prosseguir com cautela”, Tao se refere ao fato de que a Sony não disponibilizará mais jogos em mídia física para PlayStation somente a partir de 2028. A decisão foi anunciada com um ano e meio de antecedência para que usuários, desenvolvedores de games e afins tivessem tempo de “digerir” a notícia.
Tao também reconheceu que “jogos são amados por muitas pessoas” e que, portanto, as reações negativas são compreensíveis. Nesse sentido, a executiva deu a entender que a Sony espera usar esse aspecto emocional para continuar engajando os jogadores. A companhia só não explicou como.
Enquanto isso, o assunto segue causando polêmica: já há extensas discussões e reações sobre os vários impactos que o fim da mídia física pode ter no mercado de jogos.
Eis um exemplo: a varejista canadense PNP Games fez um abaixo-assinado contra a decisão da Sony pelo temor de que, com isso, as lojas físicas de jogos sejam fortemente prejudicadas.
Com informações de VGC
