Enquanto grande parte do público foca nas interfaces de IA que vemos na tela, uma revolução silenciosa acontece nos bastidores, dentro dos servidores. A Broadcom acaba de oficializar seu status de superpotência ao atingir um valor de mercado superior a US$ 1 trilhão, juntando-se a gigantes como Nvidia, Apple e Microsoft.
Mas o que levou uma empresa, que muitos conheciam apenas por chips de Wi-Fi, a este patamar astronômico?
O “Encanamento” da Inteligência Artificial
A Broadcom não é apenas mais uma fabricante de hardware; ela é quem constrói as “estradas” por onde os dados da IA trafegam. Seus componentes de rede e chips customizados (ASICs) são fundamentais para que as fazendas de servidores de empresas como Google e Meta funcionem em alta performance.
Em um mundo sedento por processamento, a Broadcom se posicionou como a fornecedora essencial da infraestrutura necessária para a próxima fase da economia digital.
A Estratégia de Hock Tan: Aquisições e Foco
Por trás desse sucesso está a visão de Hock Tan, CEO da companhia. Sua estratégia de adquirir empresas de software estratégico e infraestrutura — como a histórica compra da VMware — transformou a Broadcom em uma empresa híbrida e resiliente.
Ao integrar hardware de ponta com soluções de software corporativo, a empresa criou um ecossistema difícil de ser ignorado por qualquer grande corporação global.
Por que isso importa para 2026?
Chegar ao trilhão não é apenas um troféu simbólico. Representa a confiança do mercado de que a infraestrutura física é tão valiosa quanto o código. No Clikr, acreditamos que este movimento reforça uma tendência clara: a inovação sustentável e de longo prazo depende de bases sólidas.
A Broadcom provou que, na corrida do ouro da IA, quem fabrica as picaretas e constrói as ferrovias está colhendo os maiores lucros.




