GAFI reforça regras para setor de criptomoedas e coloca DeFi na mira

Clikr Editorial
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GAFI reforça regras para setor de criptomoedas e coloca DeFi na mira

O GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional), também conhecido pela sigla inglesa FAFT, publicou na última sexta-feira (19) detalhes sobre uma série de decisões para reforçar o combate global à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

Um dos destaques é a menção para o setor de criptomoedas, chamadas de Ativos Virtuais (AV) no documento, bem como para corretoras cripto, chamadas de Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs).

Fora do setor cripto, é destacado o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens por criminosos e terroristas, uso de sistemas paralelos de pagamento e análise de riscos sobre cassinos e apostas online, dentre outros temas.

 

GAFI promete divulgar relatórios em julho

Em suma, o papel do Gafi é promover a implementação de políticas globais para o combate à lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros. Em sua última reunião, o grupo reforçou a necessidade de fiscalizar o setor de criptomoedas.

Como exemplo, o texto afirma que o GAFI aprovou uma atualização de seus padrões para criptomoedas e corretoras de criptomoedas, sem dar grandes detalhes sobre as decisões. Indo além, também prometeu analisar os riscos ligados ao setor de DeFi, que inclui corretoras descentralizadas e outras plataformas do tipo.

“Com o crescimento das plataformas de Finanças Descentralizadas (DeFi) e sua possível exposição a riscos de lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação, um novo relatório específico analisará os desafios regulatórios relacionados.”

Segundo o GAFI, os relatórios em questão serão publicados no próximo mês.

Dentre outros pontos abordados estão adições de países ao monitoramento intensificado, incluindo Bósnia e Herzegovina e Iraque, bem como a saída de Argélia e Namíbia dessa lista após avanços no combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

No setor financeiro, o texto revela a realização de uma consulta pública sobre uma nova orientação voltada para pagamentos transfronteiriços, bem como chama atenção para o uso de outras ferramentas digitais, como redes sociais e mensageiros, por criminosos e terroristas.

Setor DeFi pode ser pressionado por reguladores?

Também na semana passada, Changpeng Zhao, fundador da Binance, falou sobre a Hyperliquid. Atualmente, a corretora domina o mercado de derivativos dentre as soluções descentralizadas.

“Acredito que a invenção da Hyperliquid é incrível. Eles ocupam um nicho que a corretora Binance não pode competir. Eles não têm KYC.”

Seguindo, CZ aponta que os fundadores da Hyperliquid dizem que a plataforma é descentralizada, mas aponta que a equipe tem muito controle sobre o projeto. Indo além, também afirma que não faria o que eles fazem, justamente por já ter tido problemas com a lei.

“Imagino que eles tenham bons advogados, eles estão fazendo muito dinheiro, já são caras grandes, podem cuidar de si.”

CZ on Hyperliquid:

“I think the Hyperliquid invention is actually awesome. They occupy a niche that Binance.. cannot compete. They don’t have KYC. They claim they’re decentralized… I would never do what they do, given what I’ve experienced… I assume they have good lawyers.” pic.twitter.com/FOXuzaRodc

— Alex Thorn (@intangiblecoins) June 16, 2026

Em outras palavras, ainda que a Hyperliquid e outras corretoras usem contratos inteligentes para depósitos e saques, autoridades poderiam pressionar esses desenvolvedores para derrubar esses projetos, alegando riscos sobre lavagem de dinheiro e outros crimes.

Por hora, o mercado aguarda a liberação dos relatórios do GAFI para entender o pensamento do grupo sobre o tema.

 

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