Entenda por que a antiga regra de dobrar transistores perdeu o sentido e como a “computação acelerada” se tornou o novo motor da economia global.
Por décadas, o mundo da tecnologia viveu sob uma batuta previsível: a Lei de Moore. Proposta por Gordon Moore nos anos 60, ela ditava que o poder dos computadores dobraria a cada dois anos, com custos cada vez menores. Foi essa regra que colocou supercomputadores nos nossos bolsos. No entanto, o relógio parou. O silício atingiu seus limites físicos e o que antes era lei, agora é história.
No centro desse terremoto está Jensen Huang, o carismático CEO da NVIDIA. Para ele, o fim dessa era não é um desastre, mas o nascimento de uma revolução muito mais potente: a computação acelerada.
O Muro de Vidro da Lei de Moore
O problema é físico. Chegamos a um ponto onde os transistores estão tão minúsculos que os custos para reduzi-los ainda mais não compensam o ganho de performance. Tentar manter a Lei de Moore hoje é como tentar tirar mais velocidade de um motor que já atingiu sua rotação máxima.
Jensen Huang percebeu que, para continuar evoluindo, não precisávamos apenas de chips menores, mas de uma arquitetura diferente. Enquanto a computação tradicional (CPUs) tenta resolver uma tarefa de cada vez, a computação acelerada (GPUs) resolve milhares de problemas simultaneamente. É a diferença entre um único gênio tentando resolver um quebra-cabeça e um exército de especialistas trabalhando juntos em cada peça.
A “Lei de Huang” e o Combustível da IA
O que estamos vendo agora é o que muitos já chamam de Lei de Huang. Enquanto o progresso dos chips tradicionais desacelera, a performance dos chips voltados para Inteligência Artificial está crescendo exponencialmente — superando em muito o ritmo da antiga lei.
Para os profissionais e empresas da Nova Economia, isso muda tudo:
- Eficiência Energética: Fazer mais com menos energia é a nova prioridade global. A computação acelerada permite que data centers processem volumes massivos de dados gastando uma fração da eletricidade de antes.
- A Era das Fábricas de IA: Huang visualiza o futuro onde data centers não são apenas depósitos de arquivos, mas “fábricas” que produzem inteligência de forma contínua.
Por que você deve se importar?
O fim da Lei de Moore não significa o fim do progresso; significa que a inovação agora vem do software, dos algoritmos e da forma como conectamos as máquinas. Para quem atua com tecnologia, carreiras e negócios, o recado é claro: a força bruta acabou; a inteligência estratégica da arquitetura começou.
Estamos saindo de uma era de “computação para fins gerais” para uma era de “computação com propósito”. E, nesse novo cenário, a NVIDIA não é apenas uma fabricante de peças, mas a arquiteta do sistema operacional da própria inteligência humana artificializada.


