Se você pudesse redesenhar a escola do zero, como ela seria? Provavelmente, não teria fileiras de carteiras, provas de memorização ou divisões rígidas por idade. Para Elon Musk, a resposta foi a Ad Astra (do latim, “Para as Estrelas”). O que começou como um projeto privado para seus filhos tornou-se o laboratório educacional mais observado do planeta.
O Fim das Matérias, o Início dos Problemas
Na Ad Astra, os alunos não estudam “História” ou “Matemática” isoladamente. Eles estudam problemas. Musk utiliza a analogia do motor: em vez de ensinar o que é uma chave de fenda e um ciclo de combustão, você dá um motor quebrado às crianças e diz: “Vamos desmontar isso”. As ferramentas (matemática, física, lógica) são aprendidas conforme a necessidade de resolver o desafio.
Os Pilares da Educação “Muskiana”:
- Pensamento Crítico e Ética: Os alunos debatem dilemas morais complexos, como o impacto da IA na sociedade ou a política de colonização de Marte.
- Gamificação Real: O aprendizado é estruturado em missões. Não há notas de A a F; há progresso, iteração e conquista.
- Foco em STEM e IA: Programação e robótica não são “extras”, são a linguagem nativa da escola.
- Abolição das Séries: Crianças de diferentes idades trabalham juntas. Afinal, no mercado de trabalho de 2026, ninguém é dividido por ano de nascimento, mas por competência.
Do Laboratório para o Mundo: Astra Nova
O sucesso da experiência foi tão grande que ela evoluiu. O modelo original deu lugar à Astra Nova, uma versão online que leva essa metodologia disruptiva a estudantes de todo o mundo. O objetivo é claro: formar líderes que saibam navegar na incerteza e que vejam a tecnologia não como um bicho de sete cabeças, mas como uma extensão do seu potencial criativo.
Por que isso importa para nós?
Na Nova Economia, o conhecimento técnico tem prazo de validade curto, mas a capacidade de aprender a aprender é eterna. A Ad Astra não está apenas ensinando crianças; ela está nos dando o blueprint de como as empresas deverão treinar seus talentos no futuro.




