A fábrica da Kia em Piracicaba, no interior de São Paulo, poderá começar a operar em 2028 e gerar até 20 mil empregos. O projeto faz parte das negociações da montadora coreana com o governo federal para solucionar uma dívida tributária de aproximadamente R$ 6 bilhões ligada à antiga Asia Motors.
Foto: Divulgação/Kia
Fábrica da Kia poderá criar 5 mil empregos diretos
A proposta em negociação prevê cerca de 5 mil empregos diretos e outros 15 mil indiretos. As vagas poderão alcançar setores como logística, comércio, indústria e a cadeia de fornecedores ligada à produção de veículos.
Os números, porém, ainda não foram oficializados pela Kia nem pelo governo federal. Também não há confirmação definitiva sobre a construção da unidade ou sobre o acordo envolvendo a dívida tributária.
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Piracicaba aparece como o destino favorito do empreendimento. A cidade já abriga uma fábrica da Hyundai, empresa pertencente ao mesmo grupo sul-coreano da Kia.
Essa proximidade permitiria o compartilhamento de fornecedores, estrutura logística, centro de pesquisa e parte da operação industrial.
A unidade também fortaleceria a produção nacional da marca e reduziria sua dependência de veículos importados.
Dívida de R$ 6 bilhões começou com a Asia Motors
A disputa remonta aos anos 1990, quando a Asia Motors recebeu incentivos fiscais para importar veículos e assumiu o compromisso de construir uma fábrica na Bahia.
O empreendimento não foi executado após a crise financeira asiática. Posteriormente, a Kia incorporou a Asia Motors, enquanto a disputa tributária continuou tramitando na Justiça.
Com a aplicação de juros e correções, a dívida relacionada ao caso chegou a aproximadamente R$ 6 bilhões.
A instalação da fábrica da Kia no Brasil está sendo discutida como contrapartida dentro das negociações com o governo federal.
Produção da Kia é esperada para começar em 2028
A expectativa apresentada nas negociações é que a produção comece a partir de 2028. Ainda não foram divulgados o valor do investimento, a capacidade anual da unidade, o cronograma das obras ou os modelos que seriam fabricados.
O acordo também poderá alterar a estrutura comercial da marca no Brasil. Atualmente, a Kia é representada pelo Grupo Gandini, parceiro da montadora desde 1992.
Segundo o empresário José Luiz Gandini, nenhuma decisão definitiva foi tomada até agora, e as conversas sobre o futuro da operação brasileira continuam em andamento.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da CNN, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

