Entre 6 e 29 de abril de 1945, nos céus da Itália, o 1º Grupo de Aviação de Caça brasileiro realizou 5% das missões de ataque aliadas em sua região e destruiu 85% dos depósitos de munição alemães atingidos ali, além de 36% dos de combustível e 28% das pontes.
Os pilotos operavam o caça P-47 Thunderbolt e adotaram o lema “Senta a Púa!”. Entre os episódios registrados da unidade está o de um piloto que pousou um avião de guerra com uma asa só.
O grupo na Itália
A unidade desembarcou na Itália em outubro de 1944 com cerca de 350 integrantes e foi integrada à força aérea americana no teatro do Mediterrâneo. Ao longo da campanha, voou 445 missões de combate com o P-47, empregado no ataque ao solo contra pontes, comboios e depósitos.
Em 22 de abril de 1945, 22 pilotos brasileiros cumpriram 44 saídas de combate em um único dia. Os índices de destruição de alvos por número de missões são registrados na documentação histórica sobre o 1º Grupo de Aviação de Caça.
A atuação em voo rasante contra a defesa antiaérea resultou em baixas de pilotos e aeronaves ao longo da campanha.
A Presidential Unit Citation
Em 1986, quatro décadas após o fim da guerra, o 1º Grupo de Aviação de Caça recebeu a Presidential Unit Citation, a mais alta condecoração coletiva das Forças Armadas dos Estados Unidos, entregue por autoridades americanas no Brasil. A unidade está entre as poucas forças estrangeiras a receber a distinção.
O grupo brasileiro
O 1º Grupo de Aviação de Caça segue ativo e é o esquadrão de caça mais antigo em operação da Força Aérea Brasileira, mantendo o emblema do avestruz e o lema herdados da campanha da Itália.
A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial ocorreu no ar, com a caça, e em terra, com a Força Expedicionária Brasileira, cujos efetivos incluíram desde pracinhas comuns até jogadores de futebol convocados para o front.

