Vivemos um momento singular: ao mesmo tempo que as tecnologias digitais demandam mais eletricidade, elas oferecem as soluções para gerir esse consumo com uma precisão cirúrgica. A Inteligência Artificial está transformando a forma como o planeta produz e utiliza energia, criando um sistema que não apenas distribui eletricidade, mas “pensa” sobre ela.
O maior desafio das redes elétricas sempre foi equilibrar a oferta com a demanda em tempo real. A IA utiliza modelos preditivos avançados para analisar padrões climáticos, comportamentos de consumo e até eventos sociais. Com isso, as distribuidoras conseguem antecipar picos de carga e ajustar a operação antes mesmo que o problema aconteça, evitando sobrecargas e desperdícios massivos.
Energias limpas, como a solar e a eólica, possuem uma natureza intermitente — o sol se põe e o vento varia. Aqui, a IA atua como uma ponte de estabilidade. Ela coordena o armazenamento em baterias e a integração dessas fontes na rede, garantindo que a transição energética seja segura e que nenhuma unidade de energia verde seja jogada fora por falta de coordenação.
É verdade que o treinamento de grandes modelos de IA consome volumes expressivos de energia. No entanto, gigantes da tecnologia já utilizam a própria IA para otimizar o resfriamento de seus servidores, reduzindo o consumo desses centros em até 40%. É a tecnologia sendo usada para curar as dores que ela mesma cria, pavimentando um caminho de eficiência que deve se expandir para toda a indústria.
Para o consumidor e para as empresas, essa revolução chega através de dispositivos inteligentes que “escolhem” os melhores horários para operar, baseando-se em tarifas e disponibilidade da rede. Estamos saindo da era do consumo passivo para a era da eficiência ativa, onde cada watt conta.
No Clikr, acreditamos que a tecnologia e a sustentabilidade são faces da mesma moeda. A IA não está apenas mudando como ligamos as luzes; ela está garantindo que haverá luz para as próximas gerações.




