O banco digital reescreveu o próprio código ao trocar o esforço de mil engenheiros por uma estratégia “IA First”, reduzindo custos em 20 vezes e acelerando o futuro.
Muitas empresas falam sobre Inteligência Artificial, mas poucas a colocam no centro de decisões que podem definir sua sobrevivência e crescimento. O Nubank acaba de dar uma aula prática de como fazer isso. Sob a liderança do CTO Vitor Olivier, o “roxinho” enfrentou um desafio que faria qualquer gestor de tecnologia perder o sono: a migração de um sistema crítico com 6 milhões de linhas de código.
No modelo tradicional, o cenário era desanimador. Estima-se que seriam necessários 1.000 engenheiros trabalhando arduamente por 18 meses. Um esforço colossal, manual e caro, que poderia atrasar outras inovações vitais.
A Virada de Chave: Da Força Bruta à Inteligência Estratégica
Em vez de seguir pelo caminho óbvio de contratar mais pessoas e estender prazos, o Nubank adotou a filosofia “IA First”. Ao integrar ferramentas avançadas como a DevinAI, a equipe de engenharia não apenas facilitou o trabalho, mas o revolucionou.
O resultado parece mágica, mas é pura eficiência:
- Produtividade 12x maior: Horas que seriam gastas em tarefas repetitivas foram automatizadas.
- Redução de Custos de 20x: A economia financeira permitiu que o banco realocasse recursos para onde eles realmente importam: a experiência do cliente.
- Semanas em vez de Meses: Áreas cruciais como Dados e Riscos concluíram suas etapas em uma fração do tempo previsto.
Lições da Nova Economia
O grande aprendizado aqui não é sobre a ferramenta em si, mas sobre o modelo mental. O Nubank provou que não é preciso “reinventar a roda” se você souber acoplar os melhores motores tecnológicos aos seus problemas de negócio.
Para o profissional da nova economia, o recado é claro: a IA não substitui o engenheiro, mas potencializa o estrategista. Ao automatizar o manual, o banco liberou seu capital humano para focar no que realmente gera valor: a inovação e o próximo ciclo de crescimento exponencial.


