Mais do que um marco ambiental, o feito prova que uma matriz energética limpa é economicamente viável, impulsiona a inovação e serve de modelo global para o desenvolvimento sustentável.

Enquanto as maiores potências globais ainda debatem metas complexas e prazos distantes para a transição energética, um pequeno país na América Central acaba de nos mostrar que o futuro já é possível. A Costa Rica atingiu um marco histórico que parece saído de um roteiro de ficção científica otimista: gerou 100% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis durante um período significativo, consolidando uma tendência que vinha construindo há anos.

Isso significa que, por dias seguidos, cada lâmpada acesa, cada smartphone carregado e cada indústria em operação no país foram alimentados exclusivamente pela força da natureza, sem queimar uma gota de combustível fóssil para gerar energia elétrica.

O Segredo: Diversificação Inteligente e Geografia a Favor

Como eles conseguiram? Não foi mágica, mas uma combinação estratégica de planejamento de longo prazo e aproveitamento inteligente dos recursos naturais. A Costa Rica não apostou todas as suas fichas em uma única solução.

O pilar central é a energia hidrelétrica, aproveitando a abundância de rios do país. No entanto, o grande diferencial estratégico foi o investimento pesado em energia geotérmica. Graças à sua intensa atividade vulcânica, o país utiliza o calor da Terra para gerar eletricidade de forma constante — faça chuva ou faça sol, 24 horas por dia.

Para completar essa matriz robusta, somam-se a energia eólica (ventos), a solar e a biomassa. Essa diversificação é crucial: quando os reservatórios de água baixam na época da seca, as outras fontes seguram a demanda, garantindo estabilidade ao sistema.

Um Imã para a Nova Economia e Negócios Verdes

Por que isso importa para quem acompanha tecnologia e mercado de trabalho? Porque a conquista da Costa Rica não é apenas “verde”; ela é um ativo econômico poderoso.

Na era da Nova Economia, onde as diretrizes ESG (Environmental, Social, and Governance) ditam os investimentos, um país com uma matriz elétrica 100% limpa se torna um polo atrativo para multinacionais. Empresas de tecnologia, data centers e indústrias que buscam desesperadamente reduzir sua pegada de carbono olham para a Costa Rica como o local ideal para instalar suas operações.

Isso gera um ciclo virtuoso:

  1. Atração de investimento estrangeiro focado em sustentabilidade.
  2. Criação de empregos de alta qualificação nas áreas de engenharia, gestão ambiental e tecnologia limpa.
  3. Estabilidade nos preços da energia, que deixam de flutuar ao sabor do preço internacional do petróleo.

O Próximo Desafio: Além da Tomada

É importante manter o olhar crítico e profissional. O feito da Costa Rica refere-se à eletricidade. O país ainda enfrenta o grande desafio de descarbonizar seu setor de transportes, que ainda depende massivamente de gasolina e diesel.

No entanto, ter a rede elétrica pronta é o passo mais difícil. Agora, a transição para carros elétricos e transporte público limpo torna-se muito mais lógica, pois os veículos serão abastecidos por uma energia que já é verde na origem.

A Costa Rica funciona hoje como um laboratório vivo para o planeta. O país prova que, com vontade política e abraçando as tecnologias disponíveis, o desenvolvimento econômico não precisa ser inimigo do meio ambiente. Na verdade, na economia do século XXI, eles são parceiros inseparáveis.

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Especialista de Marca, copywriter, redator, com passagens como coordenador de marketing digital focado em conteúdo, responsável pela comunicação de grandes players do mercado financeiro. Atualmente, Copywriter Sênior, Branded Specialist e Founder CEO na Clikr. Networks Brasil. Especialista em modernização para gestão pública, palestrante e criador de conteúdos multicanal sobre transformação digital, tecnologias disruptivas, ecossistema tech, cidades inteligentes, negócios e startups. Graduado em Engenharia de Software e Sistemas lógicos. Especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão e Docência na Educação a Distância, Docência do Ensino Superior e graduado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo. Editor-Chefe e Autor do Portal de Notícias "O CAMPINENSE".

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