Resumo
- LinkedIn criou um botão para denunciar posts que parecem ter sido criados por IA, permitindo que usuários marquem conteúdos de baixa qualidade.
- O recurso não remove automaticamente as publicações, mas serve como um sinal para indicar conteúdos repetitivos.
- O objetivo é reduzir o alcance de publicações consideradas artificiais e sem valor real.
O LinkedIn começou a disponibilizar um botão para usuários denunciarem publicações que parecem feitas por inteligência artificial. A opção aparece no menu de denúncia dos posts e usa a descrição “Seems Like AI slop” (“parece conteúdo de IA”, em tradução livre).
A assessoria da plataforma confirmou ao Tecnoblog que o recurso tem lançamento global e já está chegando ao Brasil. A disponibilização ocorre de forma gradual para os usuários.
Segundo o portal 404 Media, a função não remove automaticamente as publicações nem confirma se um texto foi criado por uma ferramenta de IA, funcionando como um sinal para indicar conteúdos repetitivos.
Plataformas tentam conter o “lixo de IA”
O termo AI slop ganhou popularidade para descrever uma onda de materiais produzidos em massa por inteligência artificial com pouco conteúdo original. A expressão é uma referência à ideia de “encheção de linguiça”.
No LinkedIn, esse tipo de publicação se tornou até piada. A plataforma tem sido inundada por textos motivacionais genéricos, relatos profissionais exagerados e posts feitos para buscar engajamento. Um levantamento da Panram apontou que 41% dos artigos publicados na rede já seriam produzidos com ajuda de IA.
A rede social já havia revelado os planos para reduzir o alcance de conteúdos considerados repetitivos ou de baixa qualidade. Em maio, o LinkedIn anunciou mudanças no algoritmo para limitar a distribuição desse tipo de publicação.
No entanto, o LinkedIn ainda não detalhou como pretende usar as sinalizações feitas pelo novo botão ou se elas terão impacto direto no sistema de recomendação.
Outras plataformas também tentam lidar com o excesso de conteúdo gerado por IA. O YouTube, por exemplo, atualizou as regras de monetização para restringir materiais considerados repetitivos ou produzidos em escala, além de remover canais que violam suas políticas.
