Defesa afirma que Lulinha está à disposição da Polícia Federal para prestar depoimento sobre investigação relacionada ao INSSFoto: The Rio Times/Reprodução/ND Mais
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha afirmou nesta sexta-feira (07) que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está à disposição da PF (Polícia Federal) para prestar depoimento no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Segundo a jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil, a manifestação da defesa ocorreu após a PF sinalizar que pretende ouvir Lulinha pessoalmente. De acordo com o advogado Marco Aurélio Carvalho, essa disposição existe desde o início das investigações.
“O Fábio é o maior interessado em encerrar estes inquéritos, oferecendo às autoridades competentes todos e quaisquer esclarecimentos”, afirmou o advogado à CNN Brasil.
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Defesa aguarda acesso aos autos
Advogado diz que filho do presidente Lula prestará esclarecimentos caso seja convocado pela PFFoto: R7/Reprodução/ND Mais
Segundo Marco Aurélio Carvalho, o comparecimento ocorrerá “quando e se for necessário”, de forma voluntária e espontânea. Apesar disso, a defesa afirma que ainda aguarda acesso integral aos autos da investigação.
“É importante dizer que, para isso, ainda precisamos ter acesso aos autos, o que, até o presente momento, estranhamente não ocorreu”, disse.
Investigação teve origem em fraudes no INSS
Manifestação ocorre após a PF sinalizar que pretende no caso das fraudes no INSSFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/ND Mais
Lulinha é investigado por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em apurações que tiveram origem nas investigações sobre fraudes no INSS. Uma das suspeitas é de que Fábio Luís teria atuado para abrir portas no Ministério da Saúde e no Palácio do Planalto para operadores do suposto esquema.
Ainda conforme a CNN Brasil, o filho do presidente é alvo de três inquéritos conduzidos pela PF . A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que as investigações são genéricas e não demonstram a prática de crime.

Giorgio Guedin
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