Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o tremor ocorreu perto da cidade de Pucallpa, no lado peruano da fronteira. O epicentro está a cerca de 60 quilômetros da fronteira entre o Peru e o Acre.
Uma moradora de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá, regional que fica a cerca de 600 quilômetros da capital Rio Branco, que pediu para não ser identificada, disse que estava no sofá de casa com o marido quando percebeu a movimentação.
“Foi um pouco forte aqui, estávamos no sofá assistindo TV, quando balançou tudo”, contou.
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Informações preliminares indicam que o terremoto teve profundidade de 145 quilômetros, o que reduz a probabilidade de danos.
O jornalista Gilson Amorim, de Tarauacá, distante pouco mais de 400 km da capital, também estava na sala de casa quando notou o tremor. A região já registrou outros tremores e, por isso, ele logo imaginou que se tratava de um terremoto.
“Eu estava sentado aqui no sofá, senti a casa balançando e quando eu olhei, tem um espelho aqui na parede que estava se movendo. Aí eu disse: rapaz, isso é um terremoto”, afirmou.
Em grupos dos dois municípios, outros moradores compartilharam relatos sobre o tremor. “Aqui está balançando a casa”, disse uma mensagem. Outra acrescentou: “Três balanços”.
Moradores de Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, no Acre, relataram tremores após terremoto no Peru — Foto: Reprodução
Diferença entre placas explica efeitos
Terremotos são raros no Brasil, mas relativamente comuns no Peru. O território brasileiro está no interior de uma placa tectônica, enquanto o peruano fica mais próximo das bordas, onde ocorre o atrito entre as placas.
Ainda assim, em alguns casos, moradores no Brasil sentem reflexos de terremotos registrados em países vizinhos.
