De acordo com relatório do MP, a maioria dos barcos está em condições precárias, feita de madeira ou metal e ancorada às margens. Além de atrapalhar a navegação, eles causam poluição e oferecem riscos ao meio ambiente.
O promotor Marcelo Moreira explicou que os canais não servem apenas para circulação de barcos, mas também fazem parte do sistema de drenagem da cidade. A obstrução pode causar alagamentos.
“O município tem atendido às recomendações do MP para retirar os barcos. O canal do Jandiá é uma via de circulação e de drenagem da cidade. Se não for cuidado, pode causar inundações até a Avenida Fab. Esses barcos abandonados e resíduos lançados no canal afetam toda a vida da cidade”, disse o promotor.
A remoção será feita em etapas. Primeiro, a Secretaria de Zeladoria Urbana vai limpar os canais. Depois, será feita a retirada das embarcações.
“A limpeza começa com os barcos menores e depois seguimos para os maiores, que levam mais tempo. O serviço tem início, meio e fim: limpamos, retiramos as embarcações, desmontamos e levamos para o aterro em área específica de entulho”, explicou o secretário Gisvando Carvalho.
Barcos atracam diariamente na região — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
Barcos serão retirados em Macapá — Foto: João Pantoja/Rede Amazônica
Os proprietários podem regularizar as embarcações na Capitania dos Portos e junto ao Ministério Público. Caso não façam isso, os barcos serão descartados.
Após a retirada, o MP vai identificar os proprietários e cobrar pelos serviços de remoção.
Os canais são importantes para Macapá, pois servem tanto para a chegada de pessoas quanto para o abastecimento de mercadorias vindas das áreas ribeirinhas do Estado.
Macapá do Alto: Canal do Jandiá — Foto: Breno Melo/Bee Movie
