Relatório do BTG Pactual revela que a distância entre a gigante chinesa e as marcas brasileiras encurtou; saiba o que está mudando na estratégia das varejistas.

Se você costuma encher o carrinho virtual na expectativa de economizar metade do valor que gastaria em uma loja física, é hora de recalcular. O cenário do varejo de moda no Brasil está passando por uma metamorfose acelerada. Um relatório recente do BTG Pactual, divulgado neste início de 2026, aponta que a lendária vantagem de preço da Shein em relação às gigantes nacionais — Renner, Riachuelo e C&A — está diminuindo drasticamente.

O que antes era um abismo de preços agora se transformou em uma margem apertada, sinalizando que a competição no setor entrou em uma nova fase, onde a logística e a eficiência tecnológica pesam tanto quanto o custo de produção.

A Dança dos Números: O Que Diz o Relatório

De acordo com o levantamento, a Shein ainda mantém o título de “mais barata”, mas a diferença já não causa o mesmo impacto de outrora. Ao comparar uma cesta de produtos similares, os dados são reveladores:

  • A Shein é apenas 6% mais barata que a Riachuelo.
  • A vantagem sobe para 10% em relação à Lojas Renner.
  • E chega a 13% quando comparada à C&A.

Para o consumidor que busca o melhor custo-benefício, esses percentuais mostram que o custo de importação, somado ao tempo de espera, pode começar a não compensar tanto quanto a conveniência de levar a peça na hora em uma loja de shopping.

Por Que a Vantagem Encolheu?

Três fatores principais estão “empurrando” os preços da Shein para cima e permitindo que as brasileiras respirem:

  1. A “Taxa das Blusinhas”: A implementação da tributação sobre compras internacionais de até US$ 50 mudou o jogo. O custo tributário, que antes era ignorado, agora faz parte da nota fiscal.
  2. Eficiência com IA: As varejistas nacionais pararam de apenas observar e passaram a agir. O uso de Inteligência Artificial para prever tendências e gerir estoques com precisão cirúrgica reduziu desperdícios e custos operacionais nas sedes brasileiras.
  3. Logística e Proximidade: Enquanto a Shein tenta regionalizar sua produção no Brasil, marcas como Renner e Riachuelo já possuem cadeias de suprimentos consolidadas, o que permite uma resposta mais rápida às oscilações do mercado e do clima.

O Brasil Ainda é “Caro” para a Moda?

Apesar dessa aproximação, o relatório traz um dado persistente: o Brasil continua sendo um dos mercados mais caros do mundo para o vestuário. O chamado “Índice Zara” mostra que, mesmo com a valorização do real, os preços praticados aqui estão muito acima da média global em paridade de poder de compra.

Isso reforça que a batalha do varejo no futuro não será apenas sobre quem vende mais barato, mas sobre quem oferece a melhor experiência de dados, sustentabilidade e rapidez na entrega.

Especialista de Marca, copywriter, redator, com passagens como coordenador de marketing digital focado em conteúdo, responsável pela comunicação de grandes players do mercado financeiro. Atualmente, Copywriter Sênior, Branded Specialist e Founder CEO na Clikr. Networks Brasil. Especialista em modernização para gestão pública, palestrante e criador de conteúdos multicanal sobre transformação digital, tecnologias disruptivas, ecossistema tech, cidades inteligentes, negócios e startups. Graduado em Engenharia de Software e Sistemas lógicos. Especialista em Assessoria de Comunicação e Marketing, Gestão e Docência na Educação a Distância, Docência do Ensino Superior e graduado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo. Editor-Chefe e Autor do Portal de Notícias "O CAMPINENSE".

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