Acidente nutricionista Guarujá: trio diz que situação estava sob controle | G1

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Acidente nutricionista Guarujá: trio diz que situação estava sob controle | G1

O trio, formado por um casal, de 20 e 26 anos, e um jovem, de 20, compareceu à delegacia acompanhado de um advogado no último sábado (1). Eles foram ouvidos como testemunhas e não são investigados pelo crime.

A jovem de 20 anos contou que estava no banco de trás e dormiu durante a viagem, despertando apenas com a batida. O companheiro dela, de 26, disse que estava acordado, porém distraído, e não soube explicar

Murilo Rabello Abite (à esq.) foi denunciado pela morte de Daniela Rooth (à dir.) em Guarujá, SP — Foto: Reprodução e Redes sociais

O jovem de 20 anos que viajava no porta-malas afirmou que também acordou com o impacto. O grupo relatou ter presenciado o resgate de Daniella, mas decidiu ir para a casa do homem de 26 anos por achar que a situação estava “sob controle”.

Conforme o depoimento, a residência fica a cerca de 500 metros do local da batida. O casal pernoitou no imóvel, enquanto o outro colega solicitou uma viagem por aplicativo para ir embora. Ao despertarem, receberam a notícia sobre a morte de Daniella.

Denunciado

Murilo Abite, de 26 anos, motorista preso por homicídio culposo após bater o carro sob efeito de álcool e causar a morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, teve a liberdade provisória concedida — Foto: Arquivo Pessoal, Reprodução e Redes Sociais

O MP-SP sustentou que Murilo agiu de forma imprudente e negligente ao dirigir o veículo embriagado e ao permitir que os passageiros do banco traseiro trafegassem sem os cintos de segurança. A promotoria pediu a condenação dele por lesão corporal e homicídio culposo.

Além disso, os promotores pediram que fosse fixada uma indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros de Daniella. Em relação a outra passageira ferida, o órgão pediu uma reparação de ao menos três salários mínimos [cerca de R$ 4,8 mil].

A Justiça ainda não aceitou a denúncia do MP-SP, então Murilo não é considerado réu. Procurado pelo g1, o advogado Marco Magalhães, que representa o jovem, disse que a acusação está sendo analisada pela defesa, que vai se manifestar posteriormente nos autos.

Voltavam de festa

O g1 apurou que os jovens voltavam de uma festa realizada no Centro de Santos (SP) na noite de sábado (18). Murilo contou ter bebido aproximadamente duas cervejas no evento e esperado várias horas para voltar ao Guarujá (SP), consumindo água durante o período.

Ele afirmou que era amigo de Daniella, que pediu carona para voltar para casa. De acordo com o relato dele, ao chegar às proximidades da casa dela, ele perdeu o controle do carro ao passar em um buraco na Avenida Leomil.

Murilo disse não conseguir lembrar o que aconteceu depois. Ele também não contou sobre os demais ocupantes do carro, mas a Polícia Civil foi informada de que passageiros no banco traseiro não usavam cinto de segurança, incluindo Daniella.

Conforme o relatório médico do hospital para onde a jovem foi encaminhada, a morte dela foi atribuída a um Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave e choque hemorrágico. As circunstâncias da morte, porém, ainda são investigadas pela Polícia Civil.

Nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o carro em que ela estava bater em um poste em Guarujá — Foto: Redes sociais e Reprodução