Rio Branco está entre capitais com alta e avanço de SRAGs, diz Fiocruz | G1

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Rio Branco está entre capitais com alta e avanço de SRAGs, diz Fiocruz | G1

O novo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nessa quinta-feira (23), coloca Rio Branco entre as três capitais brasileiras com alta e avanço de casos de síndromes gripais. De acordo com o levantamento, a capital acreana aparece em nível de alto risco nas últimas duas semanas e mantém tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

O levantamento também coloca o Acre entre os cinco estados do país com incidência considerada de risco e sinal de crescimento no longo prazo.

⏩ Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 28, que compreende o período de 12 a 18 de julho.

No recorte das capitais, apenas Rio Branco, São Luís (MA) e João Pessoa (PB) aparecem com atividade de síndromes respiratórias em níveis de alerta, risco ou alto risco acompanhada de crescimento nas últimas seis semanas.

Já entre os estados da Região Norte, o estado acreano é o único que reúne os dois indicadores ao mesmo tempo, enquanto Amazonas, Amapá, Pará e Roraima apresentam níveis de alerta ou risco, mas sem avanço dos casos. (Veja mapa abaixo)

Mapa mostra cenário da SRAG nas últimas duas semanas — Foto: Fiocruz

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Ainda segundo a Fiocruz, em Rio Branco o aumento das hospitalizações está concentrado entre crianças de 5 a 14 anos e idosos com 65 anos ou mais, grupos que concentram a elevação recente dos casos.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 3 de junho e tem validade de 90 dias. À época, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informou que o aumento das internações pressionava a rede pública.

Na ocasião, o governo também informou que a ocupação dos leitos destinados ao atendimento de pacientes era elevada. As UTIs pediátricas operavam com taxas superiores a 89% de ocupação, enquanto as enfermarias infantis estavam com quase 88% dos leitos preenchidos.

Influenza ainda preocupa

De acordo com a Fiocruz, a redução observada no país é impulsionada principalmente pela queda das internações associadas ao vírus sincicial respiratório (VSR) e aos vírus influenza A e B em grande parte dos estados.

No Acre, porém, a situação é diferente. Apesar de o período de maior circulação da influenza A estar chegando ao fim em boa parte do país, os casos graves provocados pelo vírus continuam alto no estado.

Já os casos associados ao vírus sincicial respiratório, principal responsável pelas internações de crianças pequenas, apresentam tendência de estabilização ou queda na maior parte do Brasil, mas ainda permanecem elevados em diversos estados.

Rio Branco está entre três capitais com alta e avanço de síndromes gripais graves — Foto: Getty Images via BBC

Vacinação e cuidados são recomendados

Diante do número ainda elevado de casos graves, a Fiocruz reforça a importância da vacinação dos grupos prioritários contra os principais vírus respiratórios, como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), cuja vacina está disponível para gestantes.

A fundação também orienta a adoção de medidas de prevenção, como uso de máscara em unidades de saúde, higienização frequente das mãos, evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais e permanecer em casa durante o período de transmissão da doença, sempre que possível.

💉 Veja medidas que podem prevenir as doenças:

  • Vacinação em dia, especialmente contra gripe e pneumococo; (disponível para crianças a partir de 6 meses, em todas as UBSs)
  • Alimentação saudável, evitando açúcar, ultraprocessados e priorizando frutas e fibras;
  • Higienização constante das vias aéreas (lavagem nasal e aerossol);
  • Evitar contato com pessoas gripadas e não levar crianças doentes à escola;
  • Acompanhamento pediátrico regular (puericultura).

💊 As síndromes gripais se dividem nos seguintes grupos:

  • Resfriado comum: coriza, congestão nasal, tosse leve e ausência de febre alta.
  • Gripe: febre alta, dores no corpo, mal-estar intenso e tosse persistente.
  • Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)/pneumonia: febre prolongada, falta de ar, dor no peito, chiado, tosse com secreção. Em casos graves, há sinais como retração no tórax, batimento das

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