
Resumo
- Starlink, serviço de internet via satélite, é o 13º maior provedor de banda larga fixa no Brasil, com 791 mil assinantes, de acordo com a Ookla;
- Starlink cresce mais que a Claro e a Vivo em áreas rurais, com 9,34% de participação de mercado nessas regiões, superando as participações da Claro (6,52%) e da Vivo (5,4%);
- velocidade média de download da Starlink no Brasil é de 149,5 Mb/s à noite e 90,6 Mb/s durante o dia, ficando abaixo dos serviços de fibra óptica das concorrentes.
A Starlink segue em ritmo de crescimento no Brasil. Com base em dados da Anatel, a Ookla indica que a companhia já é o 13° maior provedor de banda larga fixa do país, com 791 mil assinantes (embora a própria Starlink fale em 1 milhão de assinaturas). O bom desempenho da Starlink é perceptível principalmente no segmento rural, onde a empresa cresce mais até do que a Claro e a Vivo.
Não que a Starlink não tenha boa presença em áreas urbanas. Novamente citando dados da Anatel, a Ookla destaca que o serviço tem base relevantes de assinantes até em cidades densamente povoadas, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Mas áreas rurais tendem a ter infraestruturas de telecomunicações mais limitadas em relação a grandes centros urbanos, o que explica a crescente procura pelo serviço de internet via satélite da Starlink nessas regiões.
Considerando dados de seu serviço de medição de conexões Speedtest durante o primeiro semestre de 2026, a Ookla estima que a Starlink já detém uma participação de 9,34% do mercado de banda larga fixa em áreas rurais brasileiras. Já Claro e Vivo aparecem com 6,52% e 5,4%, respectivamente.

A penetração da Starlink em centros urbanos é importante (1,34%), mas menos expressiva em relação a áreas rurais. A Ookla resume o principal motivo para isso em uma frase: “a participação de mercado da Starlink é notavelmente menor em áreas onde a implantação de fibra óptica é mais extensa”.
Em linhas gerais, a disponibilidade de redes de fibra óptica é maior justamente em áreas urbanas (o que é um tanto óbvio). Isso explica o fato de, no período entre maio de 2025 e maio de 2026, a Starlink ter crescido 8,3% em número de clientes rurais, enquanto a Vivo cresceu 9,88% no segmento urbano:
| Áreas rurais | Áreas urbanas | |
|---|---|---|
| Claro | -0,49% | -4,62% |
| Starlink | 8,30% | 1,32% |
| TIM | 0,34% | -0,01% |
| Vivo | 2,66% | 9,88% |
Starlink perde em velocidade de acesso
A Ookla revela ainda que, tanto em áreas urbanas quanto rurais, os usuários da Starlink se deparam frequentemente com taxas de download inferiores a 300 Mb/s (megabits por segundo), ficando na faixa de 50 a 200 Mb/s na maior parte do tempo.
Já com relação aos serviços da Claro, Vivo e TIM, que operam predominantemente com fibra óptica, é comum que taxas como 300 Mb/s, 500 Mb/s, 600 Mb/s e até 1 Gb/s (gigabit por segundo) sejam atingidas, com essas velocidades tendendo a ser proporcionais aos preços dos planos contratados.
Não surpreende. Do ponto de vista técnico, a operação de serviços de internet por satélite é mais complexa. Além disso, as capacidades da rede da Starlink tendem a diminuir à medida que a companhia expande a sua base de clientes e quando há mais dispositivos conectados à sua rede simultaneamente.
Nesse sentido, a Ookla constatou que, no Brasil, a taxa média de download da Starlink ficou em 149,5 Mb/s durante a madrugada, mas caiu para 90,6 Mb/s às 13:00 considerando o primeiro trimestre de 2026.
Mesmo assim, para muitos usuários em áreas rurais, o serviço da Starlink é superior em qualidade, velocidade e disponibilidade na comparação com provedores locais e, muitas vezes, é a única opção viável.
