Um dos muros da área externa do Presídio Regional de Pelotas desabou, na noite desta quinta-feira (6), em meio aos fortes ventos que atingiram a cidade. Segundo a Polícia Penal, não houve feridos.
A corporação informou que reforçou a segurança do local. Uma equipe de engenharia da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo também irá realizar uma avaliação sobre a ocorrência.
O município de Pelotas registrou na quinta-feira a passagem de um tornado que atingiu também outras cidades da região, como Pedro Osório e Giruá. Um ciclone extratropical intenso, popularmente conhecido como ciclone-bomba, está atuando sobre a região. Alguns imóveis foram afetados e não houve informações de vítimas.
A CNN Brasil teve acesso ao vídeo que mostra uma larga faixa do muro da unidade prisional totalmente derrubado.
Veja o muro destruído:
A CNN Brasil também procurou a Prefeitura de Pelotas e aguarda retorno.
Destruições
Alguns municípios do Rio Grande do Sul, incluindo Pelotas, registraram rajadas de ventos acima dos 100 km/h por conta do ciclone-bomba.
General Câmara foi o município com a maior rajada de vento registrada, com 134,3 km/h. Em seguida, aparece Porto Alegre com 120,4 km/h, e Canoas, com 113 km/h. Entre ontem e hoje, Pelotas chegou a registrar ventos de 88,9 km/h.
Previsão do tempo
Segundo o Climatempo, o afastamento do ciclone extratropical intenso formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul teria ocorrido ainda na noite de quinta. A partir desta sexta (7), a pressão atmosférica ainda deve baixar mais, mas impactará apenas o alto-mar.
Porém, a frente fria continua avançando sobre o Sul, com chances de pancadas de chuva, temporais isolados, raios e rajadas de ventos no Paraná, em Santa Catarina e no Norte, no Sudeste e no litoral gaúcho. As rajadas de vento variam entre 50 e 70 km/h.
Ao longo do dia, o tempo deve ficar firme em grande parte da região.
O que é um ciclone-bomba?
Tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, o ciclone bomba ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.
Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
