Recentemente, o mundo da tecnologia notou uma mudança drástica em uma das figuras mais emblemáticas do Vale do Silício. Mark Zuckerberg, que por anos personificou o uniforme “básico” de camisetas cinzas e uma postura neutra, ressurgiu com correntes de ouro, cabelos mais longos e uma imagem de empresário atlético e determinado.
Embora muitos rotulem essa fase como uma “crise dos 40”, o que estamos testemunhando é um dos rebrandings pessoais e corporativos mais calculados da história recente.
A Estética do Novo Poder
A transformação visual de Zuckerberg — que agora inclui o jiu-jitsu e o MMA em sua rotina — reflete uma mudança de mentalidade. Ele abandonou a imagem de “garoto prodígio” para adotar a de um líder experiente e adaptável. Na nova economia, a imagem de um CEO não é apenas estética; é um sinal para o mercado sobre a resiliência e a vitalidade da liderança à frente de transições complexas.
Meta: Da Utopia do Metaverso à Realidade da Eficiência
A mudança de Zuckerberg caminha lado a lado com a “correção de curso” da própria Meta. Após anos apostando bilhões em um metaverso que parecia distante, a empresa agora foca no que ele chamou de “Ano da Eficiência”:
- Pivô para a Inteligência Artificial: A obsessão atual de Zuckerberg deslocou-se para a IA generativa e dispositivos vestíveis, áreas com retorno comercial muito mais imediato.
- Gestão Enxuta: A empresa passou por ondas de demissões e reestruturações para se tornar mais ágil e lucrativa, abandonando o excesso de camadas hierárquicas.
- Postura Política Adaptável: Zuckerberg parece estar adotando um tom menos voltado para pautas sociais tradicionais e mais alinhado à liberdade de plataforma, preparando-se para as novas dinâmicas globais.
O que Profissionais e Líderes podem Aprender?
A jornada de “Zuck” aos 40 nos deixa lições valiosas sobre a carreira na nova economia:
A reinvenção é contínua: Até mesmo os gigantes precisam desafiar suas próprias narrativas para não se tornarem obsoletos. Se o mercado muda, sua postura e sua marca pessoal devem acompanhar o ritmo sem perder a essência.
Este novo capítulo da Meta mostra que a maturidade profissional exige a coragem de admitir quando uma aposta (como o foco excessivo no VR) precisa ser recalibrada em favor de tecnologias mais urgentes, como a IA.

