Casal compra reservatório subterrâneo por 98 mil libras, remove 650 m² de teto de concreto e transforma tanque de 2,5 milhões de litros em casa de quatro quartos
Reservatório subterrâneo na Inglaterra virou casa de quatro quartos após seis anos de obra, reaproveitamento de concreto e projeto exibido no Grand Designs. O que parecia apenas um monte de terra coberto de grama na saída de North Ferriby, no norte da Inglaterra, escondia uma estrutura gigantesca sob o solo. Ali funcionava um antigo reservatório de água da Yorkshire Water, construído para armazenar milhões de litros e abastecer a região próxima ao estuário do rio Humber.
Segundo a Grand Designs Magazine, o engenheiro Richard Bennett e sua parceira Felicia Böhm compraram o reservatório desativado em 2013 por 98 mil libras. A partir dali, iniciaram uma obra que durou cerca de seis anos e transformou o tanque subterrâneo em uma casa de quatro quartos exibida no programa britânico Grand Designs.
Reservatório subterrâneo em North Ferriby virou projeto do Grand Designs
A construção original não nasceu para ser moradia. O reservatório havia sido erguido no fim da década de 1950 para armazenar água potável, em uma estrutura enterrada, robusta e quase invisível para quem passava pela superfície.
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Segundo a Grand Designs Magazine, o tanque tinha capacidade para cerca de 2,5 milhões de litros de água. A escala do espaço foi justamente o que chamou a atenção do casal, que enxergou no antigo depósito uma oportunidade rara de criar uma residência incomum.
A localização perto do estuário do Humber também ajudou a definir a proposta. O terreno oferecia privacidade, silêncio e uma massa de terra ao redor capaz de funcionar como isolante térmico natural.
Tanque de 2,5 milhões de litros virou base para uma casa enterrada
O antigo reservatório possuía paredes e base de concreto já moldadas para suportar enorme pressão. Antes, essa pressão vinha da água armazenada. Depois da conversão, a mesma estrutura passou a funcionar como esqueleto da nova residência.
A lógica do projeto aproveitou uma característica essencial das construções enterradas. A terra ao redor ajuda a manter a temperatura interna mais estável ao longo do ano, reduzindo a necessidade de aquecimento intenso no inverno e de resfriamento no verão.
Segundo a Grand Designs Magazine, Richard Bennett trabalhava com consultoria de engenharia de instalações prediais, conhecimento que foi decisivo para transformar uma estrutura técnica e escura em uma casa habitável, eficiente e com controle térmico.
Demolição removeu 650 m² de teto de concreto do antigo reservatório
A primeira grande etapa da obra foi a remoção do teto. Segundo a Grand Designs Magazine, o casal precisou demolir cerca de 650 m² de laje de concreto, preservando as paredes externas e a base do reservatório.
A abertura foi decisiva para mudar completamente o caráter da estrutura. Sem o teto original, o antigo tanque deixou de ser uma cavidade escura e passou a permitir a criação de um pátio central aberto, elemento que levou luz natural ao coração da casa.
O material retirado não foi simplesmente descartado. A revista informa que o concreto quebrado foi reaproveitado no próprio terreno, ajudando a preencher o pátio central e reduzindo o volume de resíduos da obra.
O reaproveitamento de material virou uma das marcas da transformação. O concreto resultante da demolição foi usado dentro do próprio projeto, reforçando a lógica de reduzir desperdício e aproveitar a estrutura existente.
Segundo a Grand Designs Magazine, os pilares de aço que sustentavam a antiga cobertura também foram retirados e vendidos para reciclagem. Essa decisão reduziu descarte e ajudou a recuperar parte do valor dos materiais.
A obra seguiu uma lógica de baixo impacto sempre que possível. Em vez de demolir tudo e começar do zero, o casal manteve o que poderia ser aproveitado e transformou o antigo tanque em uma base estrutural para a nova moradia.
Paredes de concreto foram lixadas à mão durante a transformação
Depois da remoção do teto, veio uma das etapas mais trabalhosas: tratar as paredes internas do reservatório. Segundo a Grand Designs Magazine, Richard e Felicia lixaram manualmente as superfícies de concreto para que elas pudessem permanecer aparentes na casa final.
Esse trabalho consumiu tempo e exigiu esforço físico intenso. As paredes que antes ficavam escondidas dentro de um reservatório técnico passaram a funcionar como parte da estética da residência.
O resultado preservou a memória industrial da construção original. Em vez de esconder completamente o passado do tanque, o projeto incorporou o concreto como elemento visual, estrutural e histórico.
Plano de nove meses se transformou em obra de seis anos
O casal iniciou a obra com uma previsão extremamente otimista. Segundo o resumo do episódio no TheTVDB, Richard Bennett e Felicia Böhm começaram o projeto em 2013 com orçamento de apenas 150 mil libras, mas a transformação se mostrou muito mais difícil do que o planejado.
O cronograma inicial, estimado em cerca de nove meses, acabou se estendendo por aproximadamente seis anos. A complexidade técnica, o volume de trabalho manual e problemas familiares no meio do processo fizeram a obra avançar em ritmo muito mais lento.
O projeto foi exibido no Grand Designs em 2019. O episódio acompanhou a tentativa do casal de converter uma infraestrutura subterrânea pesada em uma casa de família iluminada, eficiente e adaptada à vida cotidiana.
Casa subterrânea ganhou pátio central para trazer luz natural
A transformação só funcionaria se o projeto conseguisse resolver o maior problema de um reservatório enterrado: a falta de luz. A solução foi organizar a casa em torno de um pátio central aberto, criado a partir da remoção da cobertura original.
Esse pátio passou a funcionar como fonte de iluminação natural e área de respiro para os ambientes. Com isso, a antiga caixa de concreto deixou de parecer um espaço fechado e ganhou uma relação direta com o céu, o jardim e a circulação interna.
Segundo a Grand Designs Magazine, a casa final ficou seca, quente e de baixo consumo energético. A massa de terra ao redor colaborou para a estabilidade térmica, enquanto a abertura central reduziu a sensação de confinamento.
Terra ao redor funciona como isolante térmico natural
A residência final aproveitou a própria condição enterrada do reservatório. A terra acumulada ao redor da estrutura passou a atuar como uma camada de isolamento natural, ajudando a reduzir variações bruscas de temperatura.
Esse recurso é comum em construções conhecidas como earth-sheltered homes, ou casas protegidas pela terra. A massa do solo funciona como barreira térmica, deixando o interior mais estável em diferentes estações.
No caso de North Ferriby, essa característica era parte essencial do projeto. O casal não queria apenas uma casa incomum, mas uma moradia com menor consumo de energia e maior aproveitamento da estrutura existente.
Antigos canos do reservatório viraram floreiras no novo projeto
A conversão também reaproveitou detalhes menores da estrutura original. Segundo a Grand Designs Magazine, antigos canos de aço do reservatório foram transformados em floreiras, integrando o passado técnico da obra ao paisagismo da nova residência.
Esse tipo de decisão reforçou a identidade do projeto. A casa não tentou apagar completamente o que o lugar havia sido, mas reinterpretou peças industriais como elementos domésticos.
O resultado foi uma residência que combina concreto aparente, pátio interno, vegetação e memória da infraestrutura de abastecimento. A antiga função de armazenar água continua visível em detalhes materiais e espaciais.
Reservatório virou casa de quatro quartos depois de seis anos de obra
Depois de anos de construção, o tanque subterrâneo foi convertido em uma casa de quatro quartos. O projeto manteve paredes e base do reservatório, mas reorganizou completamente o uso interno para criar ambientes habitáveis.
A residência final deixou de ser um espaço industrial escuro e passou a funcionar como moradia familiar. O pátio central, a luz natural, o reaproveitamento de materiais e o isolamento pela terra transformaram a antiga infraestrutura em uma casa de baixo consumo.
Segundo a Grand Designs Magazine, a escala do projeto, o esforço manual e o tempo de execução fizeram da obra uma das conversões mais marcantes exibidas no programa.
Antigo reservatório voltou ao mercado como imóvel raro na Inglaterra
A propriedade voltou a chamar atenção após reaparecer no mercado imobiliário britânico. Segundo anúncios imobiliários consultados em 2026, a área ligada ao antigo reservatório em North Ferriby passou a ser apresentada com potencial para uma residência de quatro quartos, reforçando o apelo de uma construção subterrânea incomum.
A trajetória do imóvel ajuda a explicar o interesse. Poucas propriedades combinam localização rural, passado industrial, estrutura subterrânea de concreto e ligação com um programa de arquitetura conhecido internacionalmente.
O antigo reservatório deixou de ser apenas uma peça esquecida de infraestrutura hídrica. Transformou-se em exemplo de como estruturas técnicas desativadas podem ganhar novo valor quando arquitetura, engenharia e reaproveitamento entram no mesmo projeto.
Tanque escuro virou exemplo de reaproveitamento arquitetônico
A história de Richard Bennett e Felicia Böhm mostra como uma estrutura feita para armazenar água pôde ser convertida em casa sem apagar completamente sua origem.
A obra aproveitou paredes, base, massa térmica do solo, concreto demolido e até peças metálicas retiradas do reservatório.
O projeto também mostra o peso real de uma conversão desse tipo. O reservatório custou 98 mil libras, mas a transformação exigiu anos de trabalho, decisões técnicas complexas e esforço físico intenso.
No fim, o tanque que antes guardava 2,5 milhões de litros de água virou uma residência de quatro quartos construída dentro de uma estrutura subterrânea. O que era uma cavidade escura sob um gramado em North Ferriby passou a ser uma das casas mais incomuns já exibidas pelo Grand Designs.

