Enquanto o Brasil debate o fim da escala 6×1, Luciano Hang apresenta robô como novo funcionário da Havan para trabalhar em escala 7×0, todos os dias, das 8h às 20h e “sem mimimi nem chororô”; vídeo provoca críticas e reacende discussão sobre automação, de

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Enquanto o Brasil debate o fim da escala 6×1, Luciano Hang apresenta robô como novo funcionário da Havan para trabalhar em escala 7×0, todos os dias, das 8h às 20h e “sem mimimi nem chororô”; vídeo provoca críticas e reacende discussão sobre automação, de

Publicação usa um robô como “novo colaborador” da varejista e desperta reações sobre jornada de trabalho, automação e direitos trabalhistas

Uma publicação de Luciano Hang, dono da Havan, provocou forte reação nas redes sociais ao apresentar um robô como novo “colaborador” da empresa.

Divulgado em 27 de julho de 2026, o vídeo mostra o empresário interagindo com uma máquina apelidada de Zé Bot.

Durante a encenação, Hang afirma que o robô trabalhará em “escala 7×0”, todos os dias, das 8h às 20h.

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O empresário também declara que o equipamento cumprirá a rotina “sem mimimi nem chororô”.

Embora tenha caráter publicitário e humorístico, o conteúdo recebeu críticas relacionadas à exaustão, à automação e aos direitos dos trabalhadores.

Zé Bot é apresentado como funcionário sem folgas

Gravado no Centro Administrativo da Havan, o vídeo mostra Zé Bot usando uma camiseta da rede varejista.

Na sequência, Luciano Hang comemora a chegada do suposto funcionário e destaca que a máquina trabalhará durante 12 horas diárias.

Segundo a brincadeira, o robô também não apresentará reclamações trabalhistas nem questionará as condições estabelecidas pela empresa.

A publicação, entretanto, não indica uma contratação verdadeira. Portanto, o conteúdo representa uma ação de divulgação protagonizada pelo empresário e pelo equipamento.

Ainda assim, a associação entre produtividade contínua e ausência de reclamações ampliou a repercussão negativa da postagem.

Vídeo surge durante debate sobre o fim da escala 6×1

A publicação ganhou destaque durante as discussões políticas sobre a redução da jornada de trabalho e o encerramento da escala 6×1.

Novo colaborador, vai trabalhar na escala 7×0, das 8h às 20h, sem mimimi nem chororô! Kkkkk pic.twitter.com/BSXV7o8la2

— Luciano Hang (@LucianoHangBr) July 27, 2026

Em 25 de fevereiro de 2025, a PEC 8/2025 foi protocolada na Câmara dos Deputados para propor mudanças na duração semanal do trabalho.

Posteriormente, em 27 de maio de 2026, a Câmara aprovou a PEC 221/2019, que incorporou o debate sobre a redução da jornada.

Desde então, a proposta passou a depender da análise do Senado Federal.

Nesse contexto, críticos interpretaram o vídeo como uma provocação ao projeto que busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores.

A comparação entre funcionários e uma máquina sem direitos, folgas ou reclamações tornou-se, assim, o principal centro da controvérsia.

Críticas apontam exaustão e falta de empatia

Críticos, sindicatos e defensores dos direitos trabalhistas classificaram a publicação como insensível diante da rotina enfrentada por trabalhadores do comércio.

A expressão “sem mimimi” foi interpretada como uma tentativa de minimizar demandas relacionadas ao descanso, à saúde física e ao bem-estar mental.

Outro questionamento envolveu a imagem do “funcionário perfeito”. Segundo as críticas, o robô representaria uma força de trabalho sem direitos, remuneração ou dignidade.

A possibilidade de substituir trabalhadores por máquinas que “não reclamam” também foi entendida como uma forma de pressão psicológica.

Nesse sentido, funcionários poderiam sentir medo de perder o emprego caso questionassem jornadas exaustivas ou condições consideradas inadequadas.

Automação amplia discussão sobre direitos trabalhistas

A postagem também colocou a automação no centro do debate sobre o futuro das relações de trabalho.

Para os críticos, apresentar uma máquina sem folgas como modelo de produtividade transmite uma visão desumanizada do ambiente profissional.

A Havan, por outro lado, classificou o conteúdo como uma ação publicitária de tom humorístico.

A repercussão, contudo, mostrou que a brincadeira ultrapassou o marketing e alcançou uma discussão nacional sobre jornada, descanso e proteção trabalhista.

Na sua opinião, o vídeo de Luciano Hang foi apenas uma brincadeira publicitária ou ultrapassou o limite ao tratar de jornada e direitos trabalhistas?

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