O motor XF9, apresentado pelo Japão em 2018, tem mais de 15 toneladas de empuxo e turbina que suporta 1.800 graus; o Brasil não fabrica motor de caça
Poucos países no mundo fabricam motores de caça. O Japão, que passou décadas sem produzir uma turbina de combate própria, apresentou em 2018 o protótipo XF9, com mais de 15 toneladas de empuxo com pós-combustor, patamar do motor que equipa o caça americano F-22.
O XF9 é o motor previsto para o caça de nova geração que o Japão desenvolve.
As especificações
O XF9 é um turbofan com pós-combustor que suporta temperaturas de entrada de turbina na casa dos 1.800 graus. Sem pós-combustor, entrega mais de 11 toneladas de empuxo. Tem cerca de 4,8 metros de comprimento e foi desenvolvido pela empresa IHI em parceria com a ATLA, a agência de aquisições de defesa do Japão.
As especificações constam da documentação técnica sobre o XF9. Há previsão de versões futuras mais potentes.
O grupo que domina a propulsão de caça
Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e França são os detentores tradicionais dessa tecnologia, com a China desenvolvendo motores próprios nos últimos anos. Após a Segunda Guerra, o Japão ficou anos sem desenvolver certas tecnologias militares antes de investir em propulsão de caça.
O caso brasileiro
O Brasil não fabrica motor de caça. O caça Gripen da FAB voa com o motor F414, de fabricação americana, de cerca de 10 toneladas de empuxo.
A Embraer projeta e monta aeronaves militares, como o Gripen produzido no Brasil e o cargueiro KC-390, mas a propulsão não faz parte da produção nacional. A frota de Gripen da FAB está em ampliação.

