O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil realizou a Operação Furnas 2026 entre 22 de junho e 3 de julho, no Lago de Furnas, no sul de Minas Gerais, descrita como o maior exercício militar já feito no estado. Participaram cerca de 2 mil militares.
Durante o treinamento, a tropa avaliou em campo os fuzis T4, calibre 5,56, e T10, calibre 7,62, a carabina RPC 9 milímetros e a pistola TX9, todos da fabricante brasileira Taurus, ligada à indústria de defesa nacional.
O exercício
A operação empregou blindados anfíbios, viaturas, embarcações, robôs e drones em atividades de operações ribeirinhas e lacustres, apoio à Defesa Civil e preparo para missões de paz. A força expedicionária percorreu cerca de mil quilômetros entre o Rio de Janeiro e o sul de Minas.
Os fuzis T4 e T10, a carabina RPC e a pistola TX9 foram avaliados quanto a precisão, ergonomia, confiabilidade, modularidade e manutenção, em ambiente com umidade e poeira, segundo a defesa em foco.
A parceria com a Taurus
Os testes integram um protocolo de intenções firmado entre a Taurus e o Corpo de Fuzileiros Navais para o desenvolvimento de novos sistemas de armas. A empresa, sediada no Rio Grande do Sul, fornece armamento às Forças Armadas e a forças de segurança e também exporta armas leves para dezenas de países.
O fuzil T4 é a versão nacional adotada em substituição a modelos mais antigos de infantaria, enquanto o T10 é empregado em calibre 7,62. A carabina RPC e a pistola TX9 usam munição 9 milímetros.
A Operação Furnas se soma a outros exercícios da Marinha em 2026, incluindo a Operação Aderex, realizada em julho no Porto de Santos, com fragatas da classe Tamandaré, o navio Atlântico e o submarino Tikuna.

