A carga foi interceptada em 7 de julho no posto de Al-Tanf e divulgada nove dias depois pelas autoridades sírias. O veículo vinha do Iraque com documentos para seguir até Baniyas, mas transportava armas escondidas; a suposta ligação com o Irã e a quantidade exata de drones ainda não foram comprovadas
Autoridades sírias interceptaram na fronteira com o Iraque um caminhão-tanque com mísseis, drones e outros equipamentos militares escondidos em um compartimento secreto. Segundo o governo da Síria, a carga atravessaria o país e seria entregue ao Hezbollah no Líbano.
A apreensão ocorreu no posto de Al-Tanf. O veículo vinha do Iraque e apresentava documentos indicando como destino Baniyas, cidade portuária síria. Durante a fiscalização, agentes encontraram mísseis de longo alcance, armas guiadas antitanque e drones, conforme o comunicado publicado em 16 de julho pela agência estatal SANA.
Embora o anúncio tenha ocorrido no dia 16, uma fonte oficial iraquiana informou à Al Jazeera que o caminhão foi interceptado em 7 de julho. O motorista foi detido e teria relatado possível colaboração de funcionários do posto iraquiano de Al-Walid. A declaração ainda está sendo investigada.
O Ministério do Interior sírio afirmou que evidências iniciais indicam que o armamento cruzaria a Síria em direção ao Líbano para abastecer o Hezbollah.
O grupo negou envolvimento, declarou não atuar em território sírio e classificou as acusações como inventadas. A Associated Press apresentou o destino da carga como uma alegação das autoridades, não como fato comprovado independentemente.
Publicações nas redes sociais afirmaram que o carregamento pertencia ao Irã e reunia centenas de equipamentos. Porém, a comunicação oficial síria não atribuiu a operação diretamente ao governo iraniano nem informou quantidades.
Uma fonte de segurança iraquiana disse à Alhurra que facções ligadas ao Irã teriam organizado o transporte. A emissora ressaltou não ter confirmado independentemente a identidade dos responsáveis.
O Iraque criou uma comissão para investigar possíveis falhas na fronteira. Permanecem confirmados o caminhão, as armas e a apreensão; a origem iraniana, o número de drones e o destino final seguem sob investigação oficialmente.

