Terremoto de magnitude 5,5 sacode os Andes durante a noite, derruba casas de adobe perto de Sicaya e deixa mortos, feridos e centenas de famílias sem ter para onde voltar no Peru

viviane alves
Terremoto de magnitude 5,5 sacode os Andes durante a noite, derruba casas de adobe perto de Sicaya e deixa mortos, feridos e centenas de famílias sem ter para onde voltar no Peru

Tremor registrado a apenas dez quilômetros de profundidade destruiu residências, atingiu construções históricas e obrigou moradores a enfrentar o frio fora de casa.

Um terremoto de magnitude 5,5 atingiu a região andina do Peru durante a noite de sábado, 18 de julho de 2026, provocando mortes e destruição.

Ao menos seis pessoas morreram, mais de 30 ficaram feridas e aproximadamente 300 moradores perderam suas casas após o abalo atingir comunidades próximas de Sicaya.

O tremor derrubou residências, danificou construções históricas e deixou famílias inteiras sem abrigo na província de Huancayo.

Dados divulgados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos indicaram que o epicentro estava localizado a apenas dois quilômetros da cidade de Sicaya.

O terremoto ocorreu a dez quilômetros de profundidade, portanto, relativamente próximo da superfície. Essa característica ampliou os efeitos sentidos nas comunidades andinas.

Epicentro próximo de Sicaya ampliou os impactos

A localização do epicentro colocou áreas residenciais e rurais diretamente na zona mais afetada pelo terremoto.

Casas construídas com adobe rústico sofreram os maiores danos, enquanto diversas estruturas desabaram poucos segundos após o início do tremor.

A igreja e o convento locais também foram atingidos. Partes dessas construções históricas sofreram colapsos ou apresentaram graves danos estruturais.

Equipes do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru começaram a contabilizar as perdas e avaliar os imóveis comprometidos.

O número exato de desaparecidos ainda permanecia incerto durante os trabalhos iniciais de emergência.

Profissionais de resgate procuravam sobreviventes entre os escombros, enquanto vilas isoladas eram inspecionadas pelas autoridades.

Casas de adobe aumentaram a destruição

A fragilidade das moradias tradicionais teve papel decisivo na dimensão dos desabamentos registrados nos Andes peruanos.

Informações divulgadas pelo jornal The Guardian apontaram que o adobe rústico ofereceu pouca resistência diante da movimentação do solo.

Luis Vásquez, chefe do escritório local de Defesa Civil, explicou que a técnica construtiva tradicional agravou os danos provocados pelo terremoto.

“O uso de materiais de adobe rústico na construção nesta área andina contribuiu para o maior impacto e danos”, afirmou Vásquez.

O material é amplamente utilizado em comunidades rurais da região. A baixa resistência estrutural, entretanto, transformou várias residências em armadilhas durante o tremor.

Animais também foram encontrados presos sob partes das casas destruídas durante as inspeções realizadas pelas equipes de emergência.

Famílias enfrentaram frio e medo durante a noite

Moradores da região agrícola de Chongo Bajo deixaram suas residências danificadas e permaneceram reunidos em áreas abertas.

Muitas famílias usaram cobertores para enfrentar o frio, enquanto aguardavam informações sobre a segurança das construções.

O medo de novos tremores impediu o retorno imediato aos imóveis. Centenas de moradores ficaram, dessa maneira, sem um local seguro para dormir.

A destruição ocorreu rapidamente e deixou pessoas sem casas, pertences e condições básicas de proteção.

Hermenegilda Guamalato procurava abrigo para os três filhos no distrito vizinho de Huayucachi.

A moradora descreveu a situação durante uma entrevista concedida a uma rádio local.

“Minha casa foi destruída”, declarou Hermenegilda ao relatar a perda completa da residência.

Localização do Peru favorece a ocorrência de terremotos

O Peru está situado no Círculo de Fogo do Pacífico, uma região conhecida pela intensa movimentação de placas tectônicas.

A localização geográfica torna o país particularmente vulnerável a terremotos de diferentes magnitudes.

O novo desastre trouxe lembranças do terremoto ocorrido em 2007, quando um tremor de magnitude 7,9 devastou a província de Pisco.

Quase 600 pessoas morreram naquela tragédia, considerada uma das mais graves da história recente do país.

O terremoto registrado em 18 de julho de 2026 apresentou magnitude menor. A pouca profundidade e a fragilidade das casas, contudo, provocaram consequências severas.

Comunidades enfrentam uma nova crise humanitária

As autoridades peruanas concentram os esforços na busca por sobreviventes, na avaliação das estruturas e no atendimento às famílias desabrigadas.

O cenário reúne residências destruídas, construções históricas danificadas, animais presos e moradores expostos ao frio.

A combinação entre o epicentro superficial e as casas de adobe transformou um terremoto de magnitude 5,5 em uma tragédia para as comunidades andinas.

A recuperação deverá envolver o atendimento aos feridos, o acolhimento dos desabrigados e a análise dos imóveis que ainda permanecem de pé.

Você acredita que a prioridade deve ser reconstruir rapidamente as casas atingidas ou substituir o adobe por estruturas mais resistentes a terremotos? Deixe sua opinião!

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