Dois médicos obstetras foram indiciados por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — pela morte de uma recém-nascida no Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, que decidirá sobre o prosseguimento do caso.
Em nota, o hospital informou que não foi oficialmente notificado sobre o indiciamento.
Os nomes dos médicos não foram divulgados e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa.
Agora no g1
Este é o segundo caso, em poucos meses, em que médicos do Hospital Manoel Gonçalves são indiciados por mortes de pacientes.
Gestante tinha diabetes gestacional
De acordo com a Polícia Civil, a gestante era considerada de alto risco por causa da diabetes gestacional e permaneceu em trabalho de parto induzido por mais de 12 horas.
A investigação concluiu que, mesmo diante de sinais de sofrimento fetal agudo e da presença de mecônio — as primeiras fezes do bebê — no líquido amniótico, houve demora na realização de uma cesariana de urgência.
Conforme o inquérito, a recém-nascida nasceu em estado grave, com quadro de asfixia perinatal, causada pela falta de oxigenação durante o parto. Ela morreu poucas horas depois.
Placenta foi descartada
Ainda segundo a Polícia Civil, a placenta foi descartada de forma inadequada, o que impediu a realização de um exame pericial que poderia ajudar a esclarecer o caso.
Os autos do inquérito foram enviados ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que analisa o material e decidirá se apresenta denúncia à Justiça.
