Dólar sobe e fecha a R$ 5,08 à espera da decisão de juros e com o petróleo no radar; Ibovespa fica estável | G1

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Dólar sobe e fecha a R$ 5,08 à espera da decisão de juros e com o petróleo no radar; Ibovespa fica estável | G1

▶️ O petróleo voltou a ficar na mira dos investidores nesta segunda, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar novos ataques contra o Irã no final de semana e sinalizar que uma nova rodada de negociações para um acordo de paz pode acontecer em breve.

▶️ O Irã, por sua vez, negou que tenha pedido uma interrupção dos ataques, contrariando o presidente americano.

  • Ainda assim, as falas de Trump trouxeram mais otimismo para o mercado e se refletiam nos preços do petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 4,72%, cotado a US$ 83,78. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,26% no mesmo horário, a US$ 80,22 o barril.

▶️ Além disso, balanços corporativos também seguem na mira dos investidores. No Brasil, são esperadas diversas divulgações de resultados nesta semana, com destaque para Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras.

▶️ Ainda por aqui, a agenda também deve trazer a nova decisão de juros do Banco Central. Com reunião prevista para terça e quarta-feira desta semana, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básicade juros (Selic), para 14%.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,34%;
  • Acumulado do mês: -0,34%;
  • Acumulado do ano: -7,32%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: 0%;
  • Acumulado do mês: 0%;
  • Acumulado do ano: +10,47%.

Maior otimismo com o petróleo

No sábado, o presidente americano afirmou que suspenderia um novo ataque ao Irã desde que um acordo fosse fechado rapidamente para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz.

“Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir que suspendêssemos qualquer ataque, pois os termos de um acordo foram definidos”, afirmou Trump em uma publicação no Truth Social.

“Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO”, completou o republicano, destacando que Israel se juntaria a ele na tentativa de um acordo. O governo israelense não comentou o assunto.

Citando autoridades militares, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que a alegação de Trump “não passava de uma nova mentira” e que as Forças Armadas iranianas estavam “em alerta máximo e prontas para qualquer eventualidade”, em referência a qualquer novo ataque norte-americano.

Ainda assim, a sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer em breve e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram um maior otimismo ao mercado, fazendo cair os preços do petróleo.

Bolsas globais

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta nesta segunda-feira, em meio às expectativa de redução nas tensões no Oriente Médio.

O Dow Jones subiu 1,32% e o S&P 500 avançou 1,48%, enquanto o Nasdaq Composite teve ganhos de 2,13%.

Na Europa, o tom também foi mais positivo nos mercados nesse início de mês, conforme investidores monitoravam a queda do petróleo e avaliavam notícia de que a AstraZeneca irá se fundir com sua rival americana Bristol Myers Squibb.

O DAX, da Alemanha, subiu 1,45%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 1,22% e o Ibex 35, da Espanha, ganhava 0,95%. Na contramão, o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,02%.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta segunda-feira (3), de olho em resultados corporativos mornos e após o Japão e os EUA realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes, em uma tentativa de conter a desvalorização da moeda japonesa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,98%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,48% e o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,12%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: REUTERS/Lee Jae-Won

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