Frigorífico de MG é multado em R$ 35 mil por vender carnes imprópria | G1

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Frigorífico de MG é multado em R$ 35 mil por vender carnes imprópria | G1

A penalidade é resultado de um processo administrativo instaurado após uma operação conjunta do Procon Estadual, das polícias Militar e Civil de Minas Gerais e de médicos-veterinários na Bonoboi Alimentos Ltda.

Em nota, a Bonoboi afirmou que apresentou questionamento técnicos à Comarca de Formiga sobre a prova digital utilizada na investigação, especialmente quanto a um HD externo. Segundo a empresa, um parecer especializado apontou inconsistências relevantes quanto à integridade, rastreabilidade, auditabilidade e confiabilidade do material digital.

O frigorífico afirmou, ainda, que sempre atuou dentro das melhores práticas de mercado, com responsabilidade, transparência, boa-fé e respeito às normas aplicáveis ao seu ramo de atividade. Veja abaixo a nota na íntegra.

Frigorífico alegou que carnes seriam descartadas

Durante a fiscalização, os agentes constataram que a empresa colocou no mercado carnes em desacordo com normas de fabricação, distribuição ou apresentação, segundo o MPMG.

No processo administrativo, a empresa alegou que os produtos estavam identificados e seriam destinados ao descarte, e não à comercialização.

O argumento, porém, foi rejeitado pela 3ª Promotoria de Justiça de Formiga, responsável pelo caso.

Na decisão, a Promotoria destacou que as normas de proteção ao consumidor abrangem toda a cadeia relacionada aos produtos destinados ao mercado de consumo, incluindo as etapas de produção, armazenamento, acondicionamento e disponibilização.

Ainda segundo o Procon-MPMG, produtos considerados impróprios para o consumo humano devem permanecer separados e devidamente identificados, além de ser submetidos a procedimentos formais de inutilização ou descarte.

A medida, conforme o órgão, tem o objetivo de impedir que esses produtos voltem a ser colocados à disposição dos consumidores.

Procon multa frigorífico em R$ 35 mil por carnes impróprias para consumo.

Empresa recusou acordo

Antes da decisão final, o Procon estadual informou que tentou buscar uma solução consensual para o caso por meio da proposta de um Termo de Transação Administrativa (TTA).

A empresa, porém, manifestou expressamente que não tinha interesse no acordo. Com a conclusão do processo administrativo, foi aplicada a multa de R$ 35.063,26 à Bonoboi Alimentos Ltda.

O que disse o frigorífico

“A BONOBOI, com fundamento na Lei nº 13.188/2015, que assegura o direito de resposta ou retificação proporcional ao agravo, vem a Público prestar esclarecimentos em razão de recentes publicações que voltaram a divulgar fatos antigos, ainda controvertidos e sem desfecho definitivo.

As matérias veiculadas não refletem, com a necessária fidelidade, o atual estágio das discussões administrativas e judiciais. O procedimento administrativo mencionado ainda não transitou em julgado, razão pela qual não pode ser apresentado à opinião pública como condenação definitiva, reconhecimento irreversível de irregularidade ou prova acabada contra a empresa.

No Processo Criminal em curso na Comarca de Formiga/MG, a Defesa apresentou questionamentos técnicos sérios sobre a prova digital utilizada na investigação, especialmente quanto ao chamado HD externo. Tais questionamentos foram formalizados por meio de manifestação técnica e Parecer Especializado, que apontaram inconsistências relevantes quanto à integridade, rastreabilidade, auditabilidade e confiabilidade do material digital. Essas questões estão submetidas ao Poder Judiciário e deverão ser apreciadas no momento processual próprio.

A BONOBOI reafirma que sempre atuou dentro das melhores práticas de mercado, com responsabilidade, transparência, boa-fé e respeito às normas aplicáveis ao seu ramo de atividade. Também reafirma seu respeito às instituições, ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à liberdade de Imprensa. Todavia, liberdade de informação exige equilíbrio, contexto e responsabilidade, especialmente quando se trata de fatos ainda pendentes de decisão definitiva.

A divulgação de notícias antigas, sem a devida atualização sobre o estágio atual dos procedimentos e sem referência às impugnações técnicas apresentadas pela Defesa, pode gerar indevida distorção da realidade e antecipar, perante a opinião pública, conclusões que pertencem exclusivamente às autoridades competentes.

Por isso, a BONOBOI solicita que o presente esclarecimento seja publicado com o mesmo destaque, alcance e visibilidade conferidos às publicações anteriores, em respeito ao direito de resposta, ao devido processo legal, à presunção de inocência, à verdade dos fatos e à reputação de uma empresa que construiu sua trajetória com trabalho, seriedade e compromisso com o mercado.”

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