O CEO da Meta desafia a hegemonia da Apple, questionando sua capacidade de inovar e criticando as “regras arbitrárias” que moldam o mercado mobile atual.
A tensão entre Mark Zuckerberg e a Apple não é novidade, mas o tom das críticas subiu de patamar. Em participações recentes, Zuckerberg deixou claro que enxerga a gigante de Cupertino como uma empresa estagnada, que sobrevive de glórias passadas enquanto impõe barreiras que sufocam a concorrência.
O “Ponto Cego” da Inovação
Para Zuckerberg, a Apple parou no tempo desde a revolução causada por Steve Jobs. Ele argumenta que:
- Falta de Produtos Disruptivos: O iPhone, lançado há quase 20 anos, continua sendo o único pilar central da empresa, sem sucessores à altura em termos de impacto global.
- O “Fator Vision Pro”: Zuckerberg defende que o Quest da Meta oferece uma experiência superior por uma fração do preço, rotulando o headset da Apple como um produto tecnicamente limitado pelo seu preço de US$ 3.500.
- Estratégia Defensiva: Em vez de liderar pela inovação, a Apple estaria usando seu ecossistema fechado para favorecer seus próprios produtos e dificultar a conexão de acessórios concorrentes, como os AirPods fazem com o iPhone.
As Regras do Jogo e o “Custo da Privacidade”
Um dos pontos mais sensíveis da crítica envolve as políticas da App Store e a taxação de 30% sobre transações. Zuckerberg classifica essas normas como “arbitrárias” e “aleatórias”.
O impacto financeiro é real: o bloqueio de rastreio de dados implementado pela Apple custou bilhões à Meta. Sob o pretexto de proteger a privacidade do usuário, Zuckerberg alega que a Apple apenas consolidou seu monopólio, impedindo que outras empresas prosperem de forma independente dentro do iOS.
O “Capitão América” das Plataformas Abertas?
Ao se posicionar como o defensor dos sistemas abertos, Zuckerberg tenta mudar sua própria imagem pública. Enquanto a Apple aposta em um “jardim cercado” (fechado e controlado), a Meta projeta um futuro baseado no Metaverso e em óculos inteligentes que se integram de forma fluida ao mundo físico.
O risco para a Apple, segundo o CEO da Meta, é a soberba: “Se você não fizer um bom trabalho por 10 anos, eventualmente será superado por alguém”. Com 43% da população global utilizando os aplicativos da Meta, Zuckerberg tem o poder de fogo necessário para sustentar esse desafio.
