Grupo SVD encerrou o primeiro semestre com alta de 3% e aposta na conquista de novos contratos
São Paulo — O cenário é de juros elevados, incertezas econômicas e retração da produção nacional de caminhões. Mas o Grupo SVD conseguiu avançar no primeiro semestre de 2026: a empresa registrou crescimento de aproximadamente 3%, segundo o CEO Roberto Trindade.
Nesse contexto a conquista de novos contratos teve papel fundamental para sustentar o resultado. O plano também envolveu a diversificação das operações, a entrada em novos segmentos e o aumento da eficiência operacional.
Assim, a empresa conseguiu compensar parte dos efeitos provocados pela redução da atividade industrial e pela desaceleração do mercado de caminhões.
Para Trindade o desempenho reforça a superação do modelo de negócios do grupo, que opera em diferentes frentes relacionadas ao transporte e à cadeia automotiva. Ou seja: transporte de veículos comerciais, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, revenda de seminovos e loja de acessórios para caminhões.
Segundo semestre ainda exige cautela
Para os próximos meses o executivo mantém otimismo moderado. Os dados citados por Trindade, com base na Anfavea, mostram queda de aproximadamente 14% na produção nacional de caminhões no primeiro semestre com relação ao mesmo período de 2025.
No segmento de pesados a retração chegou a cerca de 24%. Ou seja: cenário que mostra que o mercado ainda busca recuperação.
Por outro lado a SVD enxerga fatores que podem contribuir para a retomada parcial da demanda. Dentre eles estão uma possível melhora gradual da atividade econômica, a continuidade dos investimentos em infraestrutura e logística e os efeitos do programa Move Brasil.
Ainda assim, juros, com Selic recém reduzida a 14%, disponibilidade de crédito e confiança dos empresários continuarão determinando o ritmo desta recuperação.
Move Brasil teve efeito limitado nos seminovos
No mercado de caminhões seminovos o programa Move Brasil teve impacto mais restrito para o Grupo SVD. Como ele estimulou a aquisição de veículos novos parte da demanda migrou para os 0 KM.
Neste cenário a principal beneficiada dentro do grupo foi a divisão de Transportes, que atua diretamente junto às montadoras.

Já para a operação de seminovos o efeito foi diferente. O aumento dos preços dos caminhões novos e o custo elevado do crédito continuam levando transportadores a buscar veículos usados como alternativa para renovar a frota.
Desta forma Trindade acredita que a demanda por seminovos pode ganhar força no segundo semestre. Especialmente com o encerramento do efeito temporário provocado pelo Move Brasil e com a manutenção do atual cenário de juros.
Além disto caminhões com histórico de manutenção, baixa quilometragem e procedência comprovada devem concentrar a preferência dos compradores. E, assim, preservar maior valor no mercado.
Transporte continua como principal motor
Das diferentes operações do Grupo SVD, a divisão de Transportes permanece como principal responsável pelo crescimento. Este ano a unidade avançou com a conquista de novos clientes, a expansão da carteira de contratos e o fortalecimento das parcerias com montadoras e grandes operadores do setor automotivo.
Desta forma a divisão continua funcionando como o centro do ecossistema de negócios da empresa. E deve permanecer como principal alavanca de crescimento em 2026.
Ao mesmo tempo o grupo pretende integrar cada vez mais as demais unidades de negócio para ampliar a oferta de soluções logísticas aos clientes.
Novas marcas ampliam oportunidades
Enquanto isso a chegada de novas fabricantes de caminhões ao mercado brasileiro também abre possibilidades para o Grupo SVD. O Brasil recebeu sete novas marcas de caminhões nos últimos anos, movimento que aumentou a concorrência no setor.
Todavia, na avaliação de Trindade, ainda é cedo para medir todos os impactos desta transformação. Ele considera o cenário positivo para empresas que atuam na cadeia de transporte e logística.
Neste sentido novas fabricantes podem gerar oportunidades em transporte, armazenagem, distribuição e serviços de apoio às montadoras e aos importadores.
Naturalmente a consolidação dessas marcas dependerá de fatores como estrutura de rede, pós-venda e participação de mercado. Para a SVD, porém, o movimento representa principalmente uma possibilidade de expansão do setor.
SVD estará na Fenatran
Além das operações do dia a dia, o Grupo SVD confirmou presença na Fenatran com estande próprio. A participação reforça a proximidade da empresa com clientes e parceiros do setor.
Quanto à renovação ou ampliação da frota a companhia mantém o tema dentro do planejamento permanente. Entretanto a decisão dependerá das condições comerciais oferecidas pelas fabricantes de caminhões, do acesso ao crédito, dos custos financeiros e das perspectivas de crescimento da demanda.
Mesmo em um ambiente econômico mais desafiador a ideia é continuar investindo em equipamentos mais modernos. O que traz ganhos de produtividade, segurança operacional e eficiência logística.
Meta é crescer 15% em 2026
Apesar das incertezas o Grupo SVD trabalha com meta ambiciosa para o fechamento do ano. Projeta crescimento próximo de 15% em 2026 na comparação com o desempenho de 2025.
Para alcançar este resultado a empresa aposta principalmente na expansão da carteira de clientes e na consolidação de novos negócios desenvolvidos durante o primeiro semestre. Ao mesmo tempo acompanha de perto a evolução da economia, da produção industrial e do mercado automotivo para ajustar o planejamento caso o cenário mude.
