Brasil chega à área mais afetada pelo terremoto na Venezuela e instala hospital de campanha da Marinha com UTI, ortopedia, pediatria, 30 leitos e capacidade para 150 atendimentos diários

romario pereira de carvalho
Brasil chega à área mais afetada pelo terremoto na Venezuela e instala hospital de campanha da Marinha com UTI, ortopedia, pediatria, 30 leitos e capacidade para 150 atendimentos diários

O hospital de campanha da Marinha do Brasil começou a operar em La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelo terremoto que abalou a Venezuela na última quarta-feira (24), com capacidade para realizar 150 atendimentos por dia. A estrutura brasileira foi a primeira desse tipo instalada na área, segundo a Marinha.

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Hospital de campanha opera desde o dia 27 em La Guaira

A unidade brasileira está em funcionamento desde o dia 27 e foi enviada para reforçar o atendimento médico após o desastre.

La Guaira é apontada como a região mais afetada pelo terremoto, o que tornou a assistência em saúde uma das prioridades no local.

Além da estrutura da Marinha do Brasil, outras iniciativas internacionais também foram mobilizadas. O Exército da Índia montou um hospital de campanha em Caracas, capital venezuelana, e uma ONG dos Estados Unidos instalou uma unidade também em La Guaira.

Hospital de Campanha montado pela Marinha do Brasil em La Guaira, na Venezuela, tem capacidade para 150 atendimentos por dia – Divulgação Marinha do Brasil

Estrutura tem cirurgias de emergência e até 30 leitos

O centro médico brasileiro é formado pelo módulo Unidade Avançada de Trauma (UAT), voltado para cirurgias de emergência e procedimentos ortopédicos.

A estrutura conta ainda com suporte de terapia intensiva e capacidade para até 30 leitos.

A diretora da Unidade Médica Expedicionária da Marinha (Umem), capitão de mar e guerra Marisa Martins, informou que a equipe inclui cirurgião, anestesista, ortopedista, pediatra, intensivista, clínicos e profissionais de enfermagem.

Equipe também pode atuar em resgates de difícil acesso

Segundo Marisa Martins, parte da equipe de enfermagem é preparada para resgates em áreas de difícil acesso, caso haja necessidade de apoio desse tipo.

A Marinha também enviou à região a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida) e fuzileiros navais.

Rede hospitalar enfrenta pressão após o terremoto

O atendimento médico se tornou um dos principais pontos de atenção das autoridades venezuelanas depois do terremoto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a rede hospitalar do país enfrenta um colapso crescente após o desastre da última semana.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Marinha do Brasil e da Organização Mundial da Saúde (OMS), com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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