Ucrânia lança maior ataque de drones contra Moscou desde 2022, Rússia diz ter interceptado quase 200 aeronaves perto da capital, refinaria de Kapotnya volta a ser alvo e ofensiva reacende alerta sobre guerra atingindo coração energético russo a poucos qui

carla teles
Ucrânia lança maior ataque de drones contra Moscou desde 2022, Rússia diz ter interceptado quase 200 aeronaves perto da capital, refinaria de Kapotnya volta a ser alvo e ofensiva reacende alerta sobre guerra atingindo coração energético russo a poucos qui

O ataque de drones lançado pela Ucrânia contra a Rússia nesta quinta-feira, 18, foi descrito pela Exame como o maior desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Segundo a reportagem, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que ao menos 194 drones foram interceptados na aproximação à capital russa.

A ofensiva atingiu a região de Moscou e teve como um dos principais pontos citados a refinaria de Kapotnya, localizada na zona sudeste da capital russa. Conforme a Exame e a Reuters, a unidade voltou a ser alvo na mesma semana, reacendendo o debate sobre o alcance dos drones ucranianos e a vulnerabilidade da infraestrutura energética russa.

Moscou voltou ao centro da guerra com drones

Imagem: Reprodução/X.

Moscou costuma ser menos atingida do que cidades ucranianas bombardeadas com frequência desde o início da guerra. Por isso, uma ofensiva dessa escala tem efeito militar, político e psicológico, especialmente quando envolve a capital russa e uma instalação ligada ao setor energético.

A distância também pesa na leitura do episódio. A Exame destacou que Moscou fica a mais de 400 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, o que torna a ofensiva de longo alcance um ponto sensível para a defesa russa e para a percepção de segurança na capital.

Rússia relatou quase 200 drones perto da capital

Segundo a Exame, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que pelo menos 194 drones foram interceptados na aproximação à capital. A reportagem compara esse número aos ataques intensos dos meses anteriores, quando as interceptações relatadas costumavam ficar na casa das dezenas.

A Exame informou que o ataque de drones integrou uma ofensiva mais ampla contra o território russo. Segundo a reportagem, as defesas aéreas russas afirmaram ter interceptado quase mil drones em diversas regiões do país, incluindo áreas sobre o Mar de Azov.

Refinaria de Kapotnya voltou a ser alvo

Segundo a Exame, o principal alvo citado foi a refinaria de petróleo de Moscou, no distrito de Kapotnya. A Reuters também informou, com base em fontes do setor, que a unidade sofreu um segundo ataque na mesma semana, com danos e incêndios em áreas da planta.

A Exame informou que a refinaria é controlada pela Gazprom Neft, subsidiária da estatal russa Gazprom. A repetição do ataque de drones contra Kapotnya, segundo a leitura apresentada pela reportagem, reforça a estratégia ucraniana de mirar estruturas ligadas a combustível e logística dentro da Rússia.

Unidade fica perto do Kremlin e tem peso estratégico

A localização da refinaria aumenta o impacto simbólico da ofensiva. Segundo a Exame, a unidade de Kapotnya fica a cerca de 15 quilômetros do Kremlin, o que torna o ataque especialmente sensível por atingir uma estrutura energética próxima ao centro político russo.

Segundo o Estado-Maior ucraniano, citado pela Exame, a refinaria de Kapotnya responde por parte relevante do consumo de combustível na região de Moscou e abastece aeroportos como Domodedovo, Vnukovo, Sheremetyevo e Zhukovsky com combustível de aviação. Essa é a justificativa apresentada por Kiev para tratar a unidade como alvo ligado ao esforço de guerra russo.

Explosões e fumaça ampliaram repercussão

A Reuters descreveu grandes explosões e incêndios na refinaria de Moscou após o novo ataque. A Exame também relatou que registros de vídeo mostraram fumaça negra na área atingida e a tentativa de interceptação de drones que se aproximavam da instalação.

As imagens ampliaram a repercussão do ataque de drones porque mostraram uma instalação energética próxima a Moscou em meio a explosões e fumaça. Em uma guerra marcada por disputa de versões, esse tipo de registro também reforça o peso simbólico de uma ofensiva contra infraestrutura russa.

Feridos e danos aumentaram tensão nos arredores

Segundo a Reuters, o governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, afirmou que 16 pessoas ficaram feridas durante o ataque ucraniano. A Exame também citou relatos de danos em áreas urbanas, incluindo um shopping center na região sudeste da cidade e prédios residenciais nos arredores da capital.

A Exame atribuiu ao governador Andrei Vorobyov a informação de que prédios residenciais nos arredores da capital foram atingidos, incluindo um edifício no distrito de Zhukovsky, de onde moradores precisaram ser retirados. A proximidade entre alvos de infraestrutura e áreas civis elevou a tensão nos arredores de Moscou.

Zelensky ligou ofensiva a ataques contra Kiev

Segundo a Exame, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou a ofensiva como resposta aos ataques russos contra a Ucrânia. A declaração foi feita após bombardeios que, conforme a reportagem, danificaram um mosteiro histórico em Kiev classificado pela Unesco como patrimônio mundial.

Na fala reproduzida pela Exame, Zelensky afirmou que a Ucrânia não queria a guerra, mas que Moscou também sentiria os efeitos caso o território ucraniano continuasse sob fogo. A declaração reforçou o tom de resposta adotado por Kiev diante dos bombardeios russos contra alvos ucranianos.

Guerra energética ganhou novo capítulo

Dozens of drones punched through Russian air defenses overnight, reaching the Moscow Oil Refinery just 14 km from the Kremlin.

The facility supplies around 40% of the Moscow region’s petrol and 50% of its diesel fuel. pic.twitter.com/NOIhMreLZj

— KyivPost (@KyivPost) June 18, 2026

A Exame informou que a Ucrânia vem concentrando ataques de longo alcance contra refinarias russas há meses. Segundo a reportagem, a estratégia busca pressionar a infraestrutura energética e reduzir receitas de um setor considerado importante para o financiamento do esforço militar russo.

Ao mirar refinarias, depósitos e instalações de combustível, Kiev tenta atingir estruturas que a Ucrânia associa à logística militar russa e ao financiamento da guerra. A ofensiva contra o setor energético também busca pressionar pontos considerados sensíveis para a economia e para o esforço militar de Moscou.

Kapotnya já havia sido atingida na mesma semana

A refinaria de Kapotnya já havia sido alvo em um ataque anterior, na terça-feira, 16. Segundo a Reuters, fontes do setor disseram que essa ação danificou a unidade CDU-6, responsável por cerca de 53% da capacidade da planta.

Na nova ação, fontes do setor ouvidas pela Reuters disseram que o ataque danificou a unidade Euro+, com capacidade de cerca de 140 mil barris por dia, equivalente a aproximadamente 47% da capacidade da refinaria. A informação reforça o peso operacional do alvo dentro da estrutura de processamento da planta.

Ofensiva ocorreu antes de reunião da Otan

Segundo a Exame, o ataque desta quinta-feira ocorreu horas antes de uma reunião de ministros da Defesa da Otan em Bruxelas, onde a segurança da Ucrânia estava entre os temas da agenda. A coincidência de datas aumentou a leitura diplomática da ofensiva em meio às discussões sobre apoio militar a Kiev.

A reunião ocorreu em um momento em que Kiev tenta manter apoio ocidental e ampliar a capacidade de defesa e ataque à distância. Enquanto a diplomacia busca espaço, os drones passaram a ocupar papel central na pressão militar ucraniana contra alvos russos.

Moscou enfrenta ameaça menos previsível

Para a Rússia, o avanço dos drones ucranianos cria um desafio difícil de conter totalmente. Mesmo com defesas aéreas ativas, ataques em massa podem saturar sistemas, forçar interrupções e espalhar insegurança em regiões antes consideradas mais protegidas.

Moscou, nesse contexto, aparece novamente como alvo de incursões aéreas atribuídas à Ucrânia, segundo relatos de autoridades russas e reportagens internacionais. A pergunta que fica é até que ponto a Rússia consegue proteger simultaneamente fronteiras, cidades, refinarias, depósitos e aeroportos.

Drones mudam o alcance simbólico da guerra

O ataque de drones contra Moscou e a refinaria de Kapotnya mostra uma guerra cada vez mais distante das linhas tradicionais de frente. A Ucrânia tenta atingir pontos estratégicos dentro da Rússia, enquanto Moscou afirma ter interceptado grande parte das aeronaves lançadas contra a capital e outras regiões.

A ofensiva também levanta uma questão incômoda: quando instalações energéticas próximas ao Kremlin entram na mira, a guerra passa a produzir efeitos simbólicos dentro da própria capital russa. Você acredita que ataques contra refinarias podem pressionar negociações ou tendem a ampliar ainda mais a escalada militar? Comente sua opinião.

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