Automático de verdade, compacto e ignorado pelo mercado: com motor 1.0 flex, câmbio automático convencional, acabamento acima dos populares e tamanho perfeito para a cidade, este hatch usado surge como alternativa curiosa a Mobi, Kwid e Onix; conheça o Ki

alisson ficher
Automático de verdade, compacto e ignorado pelo mercado: com motor 1.0 flex, câmbio automático convencional, acabamento acima dos populares e tamanho perfeito para a cidade, este hatch usado surge como alternativa curiosa a Mobi, Kwid e Onix; conheça o Ki

Compacto, equipado e pouco lembrado entre os usados, o Kia Picanto EX combina câmbio automático convencional, motor 1.0 flex e dimensões urbanas em uma proposta marcada pela praticidade, pelo conforto ao dirigir e por um conjunto raro entre os populares vendidos no Brasil.

Pequeno por fora e equipado acima da média dos populares de sua época, o Kia Picanto EX ocupa uma posição incomum no mercado brasileiro de usados ao reunir motor 1.0 flex, transmissão automática de quatro marchas, direção elétrica, ar-condicionado e dimensões urbanas.

Essa combinação transforma o hatch em uma alternativa pouco lembrada diante de Fiat Mobi, Renault Kwid, Chevrolet Onix e outros compactos conhecidos, sobretudo para quem prioriza facilidade de condução, tamanho reduzido e conforto no trânsito das grandes cidades.

Kia Picanto automático tem câmbio convencional

Entre os principais diferenciais do modelo está o tipo de transmissão, já que, enquanto vários carros pequenos vendidos no Brasil recorreram a câmbios manuais ou sistemas automatizados de uma embreagem, o Picanto adotou uma caixa automática tradicional com conversor de torque.

Ao dispensar trocas manuais e a atuação direta sobre a embreagem, esse conjunto favorece uma condução mais confortável em congestionamentos, deslocamentos curtos e trajetos marcados por paradas frequentes, situação em que as transmissões automatizadas costumam apresentar mudanças mais perceptíveis.

Segundo levantamento publicado pela Quatro Rodas, a segunda geração do Kia Picanto chegou ao mercado brasileiro como linha 2012 e teve como um de seus principais atrativos o pioneirismo entre os automóveis 1.0 equipados com câmbio automático.

Naquele conjunto, as dimensões de subcompacto apareciam acompanhadas por uma lista relevante de equipamentos e por uma solução mecânica ainda rara entre os veículos de entrada vendidos no país, o que ajudou a diferenciar o modelo de concorrentes mais populares.

Motor 1.0 flex entrega até 80 cv

Kia Picanto EX usado reúne motor 1.0 flex, câmbio automático, baixo consumo e tamanho urbano como alternativa a Mobi, Kwid e Onix.

Sob o capô, o hatch utiliza um motor 1.0 flex de três cilindros e 12 válvulas que, de acordo com a Quatro Rodas, desenvolve até 80 cv e 10,2 kgfm quando abastecido com etanol.

Com gasolina, os números informados são de 77 cv e 9,6 kgfm, enquanto o compartilhamento dessa família mecânica com o Hyundai HB20 amplia o conhecimento técnico sobre o conjunto e facilita a identificação de componentes utilizados em manutenções rotineiras.

Na configuração automática, o propulsor trabalha com uma transmissão de quatro marchas, quantidade inferior à encontrada em caixas mais recentes, mas suficiente para diferenciar o Picanto de modelos equipados com sistemas automatizados conhecidos pelas interrupções mais evidentes durante as trocas.

Em vez de exigir qualquer atuação do motorista sobre uma embreagem, o sistema realiza as mudanças de maneira automática e reforça a proposta urbana do veículo, especialmente em percursos nos quais conforto e simplicidade de operação pesam mais que desempenho esportivo.

Desempenho e consumo do Kia Picanto EX

Longe de buscar uma condução esportiva, o conjunto foi desenvolvido para deslocamentos cotidianos, facilidade ao volante e baixo esforço em trajetos urbanos, razão pela qual os números de aceleração acompanham uma proposta mais voltada à praticidade do que à rapidez.

Em teste realizado pela Quatro Rodas com etanol, o Picanto automático acelerou de zero a 100 km/h em 17,1 segundos, resultado coerente com um subcompacto criado para circulação urbana e não para retomadas vigorosas ou desempenho destacado em rodovias.

Na mesma avaliação, o veículo registrou médias de 9,6 km/l na cidade e 12 km/l na estrada com etanol, embora o consumo possa variar conforme combustível, condições de uso, carga transportada, manutenção, trânsito e estilo de condução.

Como utiliza apenas quatro marchas, a transmissão pode manter o motor em rotações mais elevadas do que caixas modernas com cinco, seis ou mais relações, principalmente em velocidades rodoviárias, cenário no qual o isolamento acústico e o consumo ganham maior importância.

Tamanho compacto favorece o uso urbano

É no ambiente urbano que as características do Picanto se tornam mais perceptíveis, pois a carroceria compacta facilita manobras, mudanças de faixa e estacionamento em espaços reduzidos, enquanto a direção elétrica diminui o esforço necessário para movimentar o volante.

Kia Picanto EX usado reúne motor 1.0 flex, câmbio automático, baixo consumo e tamanho urbano como alternativa a Mobi, Kwid e Onix.

Para quem utiliza o automóvel principalmente em grandes centros, a combinação de tamanho reduzido e câmbio automático ajuda a enfrentar duas dificuldades recorrentes: encontrar vagas e atravessar congestionamentos, sem exigir um veículo maior para cumprir deslocamentos cotidianos.

Mesmo com dimensões externas contidas, o porta-malas oferece capacidade de 292 litros, segundo a Quatro Rodas, volume que supera o compartimento de alguns subcompactos vendidos no Brasil e pode ser ampliado por meio do rebatimento dos bancos traseiros.

Já o espaço destinado aos passageiros acompanha a proposta de um carro pequeno, atendendo melhor ocupantes da frente ou famílias que não precisam transportar adultos com frequência no banco traseiro, especialmente em percursos longos ou com grande quantidade de bagagem.

Equipamentos do Kia Picanto usado

Além da mecânica, o pacote de equipamentos ajuda a explicar por que o Picanto ainda desperta interesse entre compradores de usados, sobretudo quando comparado a modelos populares comercializados no mesmo período com listas mais simples de itens de conforto.

Desde as versões de entrada da segunda geração, o modelo podia oferecer ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, sistema de som e rodas de liga leve, conforme o levantamento publicado pela Quatro Rodas.

Em algumas unidades, a configuração incluía equipamentos adicionais, como teto solar, airbags laterais e de cortina, iluminação por LEDs e outros recursos de conforto, elementos que reforçavam a percepção de acabamento acima da média entre os carros compactos.

Como o conteúdo varia de acordo com o ano, o lote de importação e a versão, a identificação dos equipamentos precisa ser confirmada diretamente no veículo e em seus documentos, sem considerar que todos os exemplares disponíveis possuem o mesmo pacote.

Segurança exige atenção na compra

Durante a escolha de uma unidade usada, a segurança exige atenção especial, já que a Quatro Rodas informa que o primeiro lote importado da segunda geração chegou ao Brasil sem freios ABS, item posteriormente obrigatório nos automóveis novos.

Antes da compra, devem ser verificados os equipamentos efetivamente instalados, além do funcionamento dos airbags, dos cintos de segurança, dos freios, dos pneus e das luzes de advertência do painel, pontos essenciais em qualquer avaliação prévia.

Pontos de atenção no Kia Picanto usado

Na inspeção de um Picanto usado, o sistema de partida e o marcador de combustível também merecem análise, pois o levantamento da Quatro Rodas registra relatos de ruídos ao ligar o motor e oscilações no indicador do tanque.

Esses sintomas podem estar associados à bateria, ao mecanismo do motor de arranque ou à boia de combustível, razão pela qual uma avaliação técnica antes da negociação ajuda a identificar o estado dos componentes e possíveis necessidades de reparo.

Outro aspecto decisivo é o histórico de manutenção, principalmente porque se trata de um automóvel importado que deixou de ser comercializado regularmente no país e cujo estado de conservação pode variar bastante entre os exemplares disponíveis.

Kia Picanto EX usado reúne motor 1.0 flex, câmbio automático, baixo consumo e tamanho urbano como alternativa a Mobi, Kwid e Onix.

Notas fiscais, registros de revisões, procedência, quilometragem coerente e funcionamento da transmissão automática devem ser examinados, assim como possíveis vazamentos, ruídos de suspensão, desgaste interno e sinais de reparos estruturais na carroceria.

A troca do fluido da transmissão precisa seguir a especificação técnica aplicável ao veículo, sem adaptações ou produtos incompatíveis, enquanto o teste de condução deve revelar engates regulares, ausência de trancos anormais e funcionamento consistente do motor.

Durante acelerações e retomadas, o conjunto precisa manter comportamento uniforme, tanto em marcha lenta quanto sob carga, sem ruídos incomuns, hesitações ou demora excessiva nas mudanças, sinais que podem indicar a necessidade de uma inspeção mais detalhada.

Peças e manutenção do motor 1.0

Segundo a Quatro Rodas, o compartilhamento de componentes do motor com o Hyundai HB20 pode facilitar manutenções mecânicas rotineiras, embora peças específicas de carroceria, acabamento e cabine dependam da oferta existente para o modelo no mercado brasileiro.

Por esse motivo, para-choques, lanternas, peças plásticas, revestimentos e comandos internos merecem atenção durante a vistoria, já que o estado desses itens pode influenciar tanto o custo de reparo quanto a conservação geral do automóvel.

Ao longo de sua trajetória no Brasil, o Picanto passou por alterações visuais e mudanças no pacote de equipamentos, enquanto a segunda geração permaneceu no mercado nacional até 2017 e se tornou a configuração mais conhecida entre os usados.

Depois dela, a terceira geração teve presença limitada, com a importação de apenas 100 unidades da versão GT, também equipada com motor 1.0 e transmissão automática, conforme informou a Quatro Rodas em seu levantamento sobre o modelo.

Kia Picanto EX como alternativa aos compactos

Entre os exemplares disponíveis no mercado de usados, a versão EX automática chama atenção por reunir tamanho reduzido, motor flex, direção elétrica, ar-condicionado e câmbio automático convencional, conjunto ainda valorizado por quem busca praticidade no uso diário.

Embora não ofereça o espaço de um hatch compacto maior nem a tecnologia de uma transmissão moderna, o modelo entrega uma configuração incomum entre automóveis pequenos vendidos no país e mantém um apelo específico entre motoristas urbanos.

Para compradores que circulam principalmente na cidade e não precisam de uma cabine ampla, o Kia Picanto EX ocupa um nicho marcado pela combinação de equipamentos, facilidade de condução e dimensões adequadas a vagas menores e ruas congestionadas.

Você escolheria um Kia Picanto automático bem conservado ou preferiria pagar mais por um compacto maior e mais conhecido?

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